FEIRINT 2003
NAUFRÁGIOS NA ESCOLA
 
Colégio Rio de Janeiro - Outubro de 2003
Fotos: Maurício Carvalho

 

Durante mais de três meses, alunos do Colégio Rio de Janeiro, um tradicional Colégio do bairro da Gávea, realizaram pesquisas sobre Naufrágios com o intuito de apresentação em uma Feira Cultural e de Ciências. Nesse período, estiveram envolvidos em pesquisas histórias, levantamento de dados e documentos. Além disso, tiveram a oportunidade de aprender como a prórpia natureza da pesquisa a dura realidade dos pesquisadores que dependem de órgãos públicos, que muitas vezes dificultam a obtenção das informações.

Para mim como professor orientador, também foi um grande aprendizado. Aprendi, por exemplo, como alguns desses mesmos órgãos oficiais atuam sem nenhum critério. Documentos que já havia tentado pesquisar, como o croqui do naufrágio Principe de Astiurias, mas que a permissão havia sido negada por serem "SIGILOSOS", foi cedido aos estudantes sem maiores restrições.

Achei o trabalho muito proveitosos e acredito que houve uma excelente divulgação das histórias de alguns dos mais importantes naufrágios do Brasil, muitas vezes tão esquecidos. Espero também que a semente de novos pesquisadores de naufrágios tenha sido lançada.

Maurício Carvalho

 


Recifes Artificiais Marinhos
Um trabalho para sabermos um pouco mais como são e para que servem estes recifes.
 

Mostrados em uma simulação do fundo do mar junto a um painel com fotos e explicações sobre o assunto, os recifes artificiais, que normalmente atraem a vida marinha, atraíram também todos os "humanos" que com eles tiveram contato!!!

Sabendo um pouco mais...
Recifes artificiais são estruturas que, colocadas no fundo do mar, se tornam ambientes naturais, a partir do momento em que várias espécies animais se abrigam e se utilizam delas.


Esses recifes podem ser obtidos através de naufrágios propositais, isto é, barcos e navios inativos que são devidamente preparados para afundamento, ou da construção de estruturas pré-fabricadas de concreto (reef balls) que são produzidas especialmente para isso.
Dentre muitos de seus objetivos podemos destacar a conservação da biodiversidade marinha - já que atraem comunidades biológicas- a
proteção do fundo marinho contra o impacto da pesca e a proteção do ambiente costeiro contra a erosão e destruição de construções na orla marítima. Os recifes também fornecem abrigos para peixes, locais de fixação para moluscos e plantas marinhas e ajudam a rejuvenescer áreas pesqueiras de alta exploração.

 


Recifes tipo quadrilátero para atração de Meros
e o "Reef Ball"

  


Naufrágio da Espera 7

E para finalizar...

Conhecemos mais uma maneira de tentar resgatar os estragos que o ser "humano" insiste em causar, esquecendo que só com um equilíbrio total do planeta conseguirão sobreviver...

Participantes: Arthur Mutz, Bernardo Castro, Fernanda Winicki, Luiza Cardoso, Vanessa Dantas
 


Naufrágios da Bahia
 
Galeão Sacramento e Cavo Artemindi

Salvador sempre esteve ligada ao mar. Foi por ele que vieram os conquistadores portugueses e diversas caravelas que levaram muitas de nossas riquezas, foi também através dele que chegaram os escravos para trabalharem nas lavouras de cana e ainda hoje diversas comemorações ainda estão ligadas a ele.
Ao longo dos anos, muitos fatos ligados ao mar marcaram a historia da cidade, naufrágio, festas, guerras, conquistas.

Nós resolvemos escolher dois dos principais naufrágios da cidade, cada um com a sua importância distinta.


Galeão Sacramento


O primeiro é o Galeão Santíssimo Sacramento, capitânia de uma frota de 70 navios da Companhia das Índias Orientas, que naufragou em 1668 numa viagem de Portugal para a Bahia, quando estava trazendo o Governador da capitania da Bahia para tomar posse. O motivo do naufrágio foi o mau tempo. Das 800 pessoas a bordo, só 70 sobreviveram.
Esse navio passou muito tempo desaparecido e só foi encontrado no final dos anos 70 pelos pescadores da região. As peças encontradas ajudam a contar a história do país e da navegações.


Modelo do Galeão Sacramento
 

Diários de bordo, contavam a
história das fatídicas viagens.
 Cavo Artemidi
O segundo naufrágio é o do cargueiro grego Cavo Arthemidi, que naufragou e,m 1980. Ele media cerca de 180 metros e é hoje o maior naufrágio do Brasil, Ele naufragou na saída da Baia de Todos os Santos após reabastecer no Porto de Salvador.
O navio carregava mais de 16 mil toneladas de ferrro-gusa para a Inglaterra, carga que mais tarde foi recuperada.
O lugar do naufrágio se transformou num dos locais mais bonitos de mergulho do Brasil, muitas pessoas vão a Bahia só para mergulharem nesse navio que hoje está tomado pela vida marinha.
Participantes: Raphaela Saules, Marina Faria, Pedro Ferro, Renata Susmann, Nicole Rousseau, Taissa, Rayanne Campos.
 
 


A Tragédia do Principe de Asturias
 
O Titanic brasileiro

A História
O enorme transatlântico fazia a rota Espanha-Argentina, com escalas no Brasil e no Uruguai. Saiu de Barcelona no dia 17 de fevereiro.
Quando o acidente ocorreu, o navio havia saído das Canárias com destino a Santos. Orgulho da marinha mercante espanhola, tinha 150m de comprimento,19m de boca e 9,6m de calado.
Na manhã do dia 6 de março de 1916, um domingo de Carnaval, chovia forte e havia pouca visibilidade. Ao se aproximar de Ilhabela, o capitão ordenou diminuição da marcha e mudança de curso em direção ao alto mar, porém, não houve tempo. Um relâmpago revelou os rochedos da Ponta de Pirabura, onde iria o vapor descansar para sempre.
O navio bateu violentamente na lage submersa da Ponta de Pirabura, tomabando para a esquerda e abrindo uma enorme fenda no casco, de tamanho equivalente a 44 metros, afundando em apenas 5 minutos, após a explosão de duas caldeiras. O contato com a água fria e os instantes que se seguiram foram cenas de correria e desespero, de luta pela vida, de heroísmo e covardia.
Homens, mulheres e crianças lançadas ao mar escuro. Sorte maior não tiveram os que permaneceram no barco, que submergiu rapidamente.

 

O Imponente Principe de Asturias
 

Como falamos de um domingo de Carnaval, diz-se que antes do acidente a orquestra tocava marchinhas no luxuoso salão de festas, mas a maioria dos passageiros dormia. Há boatos até de que o capitão encontrava-se num baile de carnaval momentos antes do acidente. Este, José Lontina, diante do desastre, tomou a última decisão da sua vida: deu um tiro na cabeça, no que foi acompanhado pelo seu imediato, em prova extrema de lealdade, já que a morte, no código do mar, é a principal alternativa à humilhação e à vergonha
de um naufrágio.

 
Alguns sobreviventes, que boiavam junto aos rolos de cortiça da carga, foram recolhidos pelo navio inglês Vega, mas a grande maioria de corpos foram parar na baia de Castelhanos, em Ilhabela e na Praia Grande em Ubatuba. Pela dificuldade de acesso, os corpos foram enterrados na própria praia ou queimados na laje, o que deu origem a uma série de lendas e mistérios. O próprio nome da praia, a Praia dos Castelhanos, foi origem do acidente,devido aos corpos que nela foram parar.
 

O Príncipe de Astúrias é um dos de acesso mais difícil.É o navio naufragado com maior número de vítimas na costa brasileira. Tinha 578 pessoas a bordo,incluindo passageiros e tripulantes, mais a possibilidade da presença de mais de 1300 imigrantes nos porões do navio.
Trazia na época grande quantidade de minérios como cobre, chumbo e estanho, além de estátuas que seriam encaminhadas ao governo argentino. Comenta-se também que em seu cofre possuía mias de 40.000 libras esterlinas que até hoje não foram resgatadas. A carga de minério foi possível resgatar, mas a sua exploração é complicada, pois está numa região de difícil acesso (Ponta da Pirabura) entre 22 e 28 metros de profundidade, com uma visibilidade de água normalmente comprometida.

 

Parte do Croqui do Principe de Asturias

Conseguido com exclusividade pela equipe.
 

Participantes: Ana Luiza, Joana Fraga, Julia Martins, Manuela Cantuária, Melina DÁvila, Nina Rodrigues, Raphaella Estrela.

 
 


A Catástrofe do Encouraçado Aquidabã
 
Construído em 1885, oencouraçado Aquidabã foi importantíssimo na Revolta da Armada; uma revolta militar contra o governo de Floriano Peixoto (ex-vice presidente do Marechal Deodoro da Fonseca).

Uma verdadeira guerra na Baía de Guanabara. Em uma das batalhas, o Aquidabã lançou um projétil que acabou atingindo a Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores na rua do Ouvidor, este apenas quebrou o dedo da estátua da religião.
Em meados de 1890,durante uma batalha o Aquidabã foi atingido no casco por um projétil, lançado pelo contra torpodeiro Gustavo Sampaio, o encouraçado não afundou, mas teve que ser consertado na Alemanha e modernizado na Inglaterra.
Em 1906, o Aquidabã estava fazendo uma missão na marinha em Angra dos Reis, na Baía de Jacuacanga. e em torno de 22:45 hs do dia 23 de Janeiro, houve uma explosão que afundou o encouraçado, matando 112 pessoas, entre elas comandantes da marinha.



Maquete dos destroços do
Encouraçado Aquidabã
 
No nosso trabalho, fizemos uma maquete especificando o local do naufrágio, e um aquário reproduzindo o estado do navio no fundo do mar. Além é claro, de um vídeo com mergulhadores no local do naufrágio, mostrando o naufrágio a baixa visibilidade do local.


Também foi apresentada a vida marinha que habita esse coral que o encouraçado se tornou.

Participantes: Joana Barbosa, Flávia Palazzo, Lorena Silva e Ana tereza Salek.
 


Naufrágios turísticos do Rio de Janeiro
 
Naufrágios do Rio de Janeiro e Equipamentos de Mergulho

Trabalhamos primeiramente com pesquisas dos cinco naufrágios da cidade do Rio de Janeiro, feitas na biblioteca nacional, cinelândia (Centro da Cidade). Escolhemos os jornais com as melhores matérias de sua época, citando alguns temos o Jornal do Comércio, O Paiz, Jornal do Brasil e o Diário do Rio de Janeiro para montar uma série de slides para a apresentação também com fotos do afundamento e de anos mais tarde já no fundo do mar, em exposição para os pais de alunos e professores do CRJ na feirint.

 

Naufrágio do Magdalena
 
Também montamos um mapa com a localização dos naufrágios no Estado do Rio de Janeiro. Levamos os jornais de época para os curiosos que gostem de história (aproveitamos para incentivar a leitura) e criamos um cartaz com ilustrações dos locais próximo aos desastres. André Alvares de Azevedo, Jorge Mello e Lucas Salgado, equipe de trabalho da parte dos naufrágios no RJ concluiu este ótimo trabalho com uma boa apresentação, e com um pequeno auxilio e fotos cedidas por parte do professor de Biologia, Maurício Carvalho.
Atlas - Buenos Aires - Magdalena - Moreno - Workman


Principais naufrágios do estado do Rio de Janeiro

 
Participantes: André Macedo, Diego Barbosa, Jorge Lima, Bruno Manzolillo, Lucas Moreiras.
 

 

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