NAUFRÁGIO DART
 
Histórico:
Em sua primeira viagem para o Brasil (agosto de 1884), realizando a rota Southampton - Santos - Rio de Janeiro - Barbados - St. Thomas - New York - Londres.
No dia 11 de setembro iniciou a viagem de Santos para o Rio de Janeiro, durante a noite, devido ao forte temporal, não foi avistado a costa da Ilha de São Sebastião (Ilhabela). Por volta de meia noite houve o choque contra o costão na altura morro do Simão na região de Borrifos.
Como o navio ficou preso as pedras houve tempo para salvar todos os passageiros e as malas postais. Com 55 tripulantes e 5 passageiros apenas uma morte foi registrada; o oficial chefe William T. Johnson atirado ao mar no momento do choque.
 

Local do naufrágio do Dart.
 

Segundo alguns pesquisadores, este seria o Dart,
porém ainda é necessário a confirmação.
 

No Museu Naval de São Sebastião, uma maquete
diferente do navio aceito por alguns pesquisadores.
 

DADOS BÁSICOS

Nome do navio: Dart

Data do afundamento: 11.09.1884

LOCALIZAÇÃO

Local: Ilhabela

UF: SP.

País: Brasil

Posição:Em frente ao morro do Simão.

Latitude: 23° 55' 091 Sul

Longitude: 045° 27' 411 West

Profund.mínima: 06 metros

Profund. máxima: 18 metros

MOTIVO DO AFUNDAMENTO: choque

DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Inglesa
Ano de Fabricação: 1882
Armador: Royal Mail Steam Packet Co.
Estaleiro: Raylton Dixon & Co., (Middlesbrough - Inglaterra).
Comp.: 105 metrosBoca: 13 metrosCalado: 8,5 metros
Tipo de embarcação: cargueiro
Material do casco: ferroPropulsão: hélice
Carga: 15.282 sacas de café.

CONDIÇÕES ATUAIS: desmantelado

 
 Peças de porcelana do Dart com o símbolo da Royal Mail Steam Packet Co. , assim como muitas outras peças recolhidas nos naufrágios da região de Ilhabela, podem ser vistas no Museu de Naufrágios de São Sebastião.
O Museu Naval de São Sebastião fica na estrada Rio-Santos, na Praia Grande, também conhecida como "Praia dos Trabalhadores".

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Descrição:

O navio encontra-se paralelo ao costão, totalmente desmantelado. Aos sete metros de profundidade, pode ser encontrada uma grande estrutura com cavernames. Sobre ele, estão posicionados duas grandes âncoras tipo almirantado, presas uma a outra, em posição de oposição. À frente delas, outra grande almirantado encontra-se caída próximo ao guincho. Distante dois metros deste guincho está um cabeço de amarração.
Descendo em direção da areia encontramos outro cabeço de amarração e parte do maquinário do navio. Um cilindro ou câmara de condensação está caído por volta de 12 metros.
Na popa podemos encontrar o que restou do leme e da estrutura de suporte do leme. No fundo, junto da areia podemos encontrar grande quantidade de cacos de louças e vidros.

 
 
 

 
Fotos Sérgio Gurgel
 

Âncoras reservas presas juntas
 

Guincho de proa
 

Parte da estrutura do leme