|
| Naufrágio |
| Em
setembro de 1980 o cargueiro grego Cavo Artemidi embarcou em Vitória, ES.
16.800 Toneladas de lingotes de ferro-gusa de uma Companhia do estado de Minas
Gerais, com destino a Brighton na Inglaterra. Havia prevista uma escala na Bahia
para reabastecimento. No dia 19, o cargueiro deixou o porto de Salvador, BA. O comandante não deixou que o navio fosse rebocado, e apesar da lei, dispensou o serviço do prático do porto; segundo acusações, para economizar |
os
CR$ 3.000,00 do custo do serviço. | ![]() Momento do afundamento do Cavo Artemidi |
|
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| O Resgate |
| Em 1982 a empresa Villafer arrematou os direitos de exploração do Cavo Artemidi em um leilão do Instituto de Resseguros do Brasil, mas logo desistiu do serviço, repassando a concessão à companhia paulista Hernandes Anticorrosão e Pintura. Segundo a Revista Veja de agosto de 1984 "veterana em empreitadas subaquáticas pouco convencionais e que oferecem doses de risco" que iniciou os trabalhos de recuperação dos lingotes de ferro-gusa. |
Segundo
o técnico naval da empresa Edno Oliveira Lima, "a estrutura cedeu
à pressão da água que invadiu os porões, a oxidação
grudou os lingotes". | ![]() Eletroimã resgatando os lingotes | ![]() Draga Itaoca recebendo o ferro-gusa |
| Descrição |
| Até
2006 o navio, apoiado corretamente no fundo, mantinha sua estrutura inteira. Em
2007 ele partiu no porão à frente do antigo casario. Neste ponto
já é possível passar de um bordo a outro junto ao fundo.
Na popa atinge-se cerca de 29 metros enquanto a proa está a 9 metros, já totalmente soterrada pela areia do Banco de Santo Antônio. As profundidades dependem da ação das correntes, que depositam e retiram areia com rapidez, podendo cobrir ou revelar parte dos destroços. |
Do porão a proa, o navio está colapsado para dentro, formando um
V ao longo do comprimento da embarcação e parcialmente enterrado
pela areia. Ainda assim, são vistos, parte de mastros de carga, estivas,
cabeços e outras ferragens. A cerca de 40 metros da proa, já não
é mais possível avistar o convés devido a cobertura de areia.
| ![]() |
Veja
também a matéria da biblioteca: Em Dessmanche. |
![]() | ![]() | ![]() |
Polia
do guincho de proa | Acesso
ao porão de proa | Última
parte do convés descoberta |
| No
meio do navio, sobrou apenas a lateral de bombordo da estiva
de porão, o resto está desmoronado. A lateral de estibordo está
completamente aberta e o fundo do porão coberto pela areia. Diversas aberturas
já ligam os dois bordos através do fundo do porão. Pouco sobrou do casario a 17 metros, no centro, uma grande abertura liga à antiga sala de máquinas. Os outros compartimentos do casario estão caídos à bombordo da popa do navio. No antigo convés ainda são encontrados alguns compartimentos como o banheiro e o que sobrou do belo corredor de boreste. Na popa, a parte mais íntegra dos destroços, estão dois grandes guinchos, | ![]() Um dos locais mais belos do Cavo era o corredor boreste do casario, já colapsado |
| cabeços de amarração e entrada de porão. Até 2006 ainda era possível ver o eixo, porém |
| a areia o cobriu, assim como metade do leme e muitas das estruturas do guindaste e chaminés que estavam caídos a boreste. |
![]() | ![]() | ![]() |
Convés
sobre o qual estava o casario | Escada
no interior da sala de máquinas | Convés
livre para circulação |
|
| |
| Fotos dos destroços | ||
| Em
um navio tão grande, as possibilidades de fotos são inúmeras,
a qualidade da água também favorece o trabalho dos fotógrafos,
que conseguirão belas imagens. Como trata-se de um navio inteiro, existem
duas regiões distintas dos destroços. Do lado de fora, com a forte
corrente local, predominam peixes rápidos. Já entre os ferros e
no interior do casario, muitos invertebrados, moréias e outros organismos
serão encontrados. | ||
![]() Grande quantidade de Ciliares povoam os destroços |
![]() Na popa, a lateral do casco, forma uma boa proteção contra a forte corrente local |
![]() O centro dos destroços é formado pelos compartimentos de ferro-gusa que colapsaram para dentro da embarcação |
![]() Na popa, dois grandes guinchos ornamentam os destroços |
| |
Agradecimentos |