NAUFRÁGIO
ELENI STATHATOS
Observação: o nome do navio aparece escrido com a grafia errada Eleani Stathatos muitas vezes
Histórico
Este é um dos três naufrágios de navios gregos da mesma linha registrados em Fernando de Noronha os demais são: Themone Stathatos e Maria Stathatos.
Segundo Amorim Netto (Fernando de Noronha, notas de viagem de 1930), que ouviu relatos de moradores da ilha de que o comandante do Eleni Stathatos jogou o navio sobre as rochas no sul da ilha de Fernando de Noronha.
Após o choque, com dois enormes rombos na proa, navegou para o lado norte da ilha encalhando no Porto de Santo Antônio.
 

Material ferroviário para a Argentina
 O navio estava carregado com material ferroviário para uma estrada de ferro na Argentina, além de outros valiosos produtos, todos garantidos com excelente seguro.
Permaneceu encalhado e em alguns meses foi abandonado pela tripulação apesar de os porões de popa permaneceram lacrados e conterem um carregamento de máquinas de escrever. Parte das 800 toneladas de carvão foram roubadas.
Houve oferecimento em jornais de época e negociações para a compra do casco do navio pelo governo de Pernambuco.
Pretendia-se, depois de retirar a carga útil, utilizar seu casco recheado com concreto como forma para um pequeno píer, que segundo os estudos permitiriam a atracação de pequenas alvarengas.
O autor do texto, Amorim Netto, esteve na Ilha para avaliar as condições do casco a fim de formalizar-se a proposta de compra.
Finalmente o cargueiro foi realmente arrematado pelo governo Pernambucano pela quantia de 50 Contos de Réis, porém o projeto não foi levado a cabo. O casco terminou de submergir em 1946.
  
DADOS BÁSICOS
Nome do navio: Eleni Stathatos
Data do afundamento: 28.10.1929
LOCALIZAÇÃO
Local: Fernando de NoronhaUF: PE.País: Brasil
Posição: Baía de Santo Antônio - 50 metros da praia.
Latitude: 03 50' 0" SulLongitude: 032 24' 24" West
Profund.mínima: 03 metrosProfund. máxima: 08 metros
DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Grega
Comprimento: 160 metros
Tipo de embarcação: cargueiro
Material do casco: açoPropulsão: hélice
Carga: Carvão Mineral e material ferroviário.
MOTIVO DO AFUNDAMENTO: incêndio
CONDIÇÕES ATUAIS: desmantelado
  
 
A Foto, tirada do Zepelin que passava sobre Fernando de Noronha, mostra o navio encalhado na posição que viria a afundar dentro da Baía de Santo Antônio.
  

  
Descrição
A proa do navio está caída sobre o bordo de boreste, logo abaixo da bóia de perigo isolado na saída do porto de 12 a 3 metros de profundidade.
Na proa, parte do casco está destruído deixando a mostra o escovém de bombordo e parte do escovém de boreste.
Existem duas pequenas estivas abertas no convés. Caído ao lado da proa estão o guincho das âncoras, que está afastada do conjunto da proa em cerca de 20 metros.
Dois cabeços de amarração e outras ferragens estão junto a proa, que está desviada em cerca de 45º do resto dos destroços.

Bóia na entrada do Porto de Santo Antônio
Atrás da proa seccionada, estão o restante dos destroços dispostos perpendicularmente ao costão do fundo da Baía de Santo Antônio.
Na primeira parte dos destroços, podemos localizar 6 eixos e rodas de trêm, que faziam parte da carga. O casco está parcialmente aberto e caído para fora da embarcação, no centro está a abertura da estiva do porão de proa e nas laterais existem dois grandes cabeços de amarração. A bombordo, já fora do conjunto principal dos destroços, está o mastro de proa.
 

máquinas popa proa


Seguindo-se a embarcação podem ser vistas as três caldeiras ainda alinhadas transversalmente a embarcação e caídas em pé, duas delas têm partes das couraças abertas, sendo visível a tubulação do interior.
Atrás das caldeiras pode ser vista a máquina a vapor, do tipo Triple Expansion Engine, dois dos cilindros, com seus pistões e virabrequins estão em sua posição correta, ainda ligados ao eixo, o terceiro cilindro está faltando e parte da biela está pendurada ainda presa ao virabrequim do eixo.
Seguindo-se o eixo, em direção a popa, encontramos o sistema de reversão e o gerador elétrico. A partir deste ponto, o fundo do navio é plano e nele está apoiado, ao longo de 12 metros, a casa do eixo, dentro do qual pode ser visto o eixo caído dos mancais.
Ao término da casa do eixo os mancais estão alinhados em direção a popa, porém o eixo esta caído a estibordo dos mancais. Fora do conjunto principal dos destroços a estibordo está caído o hélice e outras ferragens. A bombordo, caído fora dos destroços estão partes do casco e cavername e boa parte do mastro de popa.
Na popa, pode ser localizado o leme e seu volante, ainda unidos, caidos ligeiramente a estibordo.
Neste ponto pode ser encontrado a bombordo outros destroços que pertencem ao segundo navio naufragado na Baía de Santo Antônio (registrado no SINAU como Porto de Noronha).
   

Convés e escovêm na proa adernada

Parte do cilindro, piston e biela da máquina a vapor

Casa do eixo, após as máquinas
  

Hélice reserva

Leme
 

A história completa
 
Apoio & Agradecimentos:
Atlantis
 

Cabeço-de-amarração Cabeço-de-amarração Cabeço-de-amarração Escovém Entradas do porão de proa Rodas de trem Caldeiras Máquinas a vapor do tipo Triple  Expansion Engine Túnel do eixo Mancais e eixo Volante do leme Hélice Entrada do porão de proa Reversor