NAUFRÁGIO DO PORTO
Maria Stathatos
 
Histórico:

Este naufrágio é um dos três naufrágios de navios gregos registrados em Fernando de Noronha os demais são: Themone Stathatos (1937, porém ainda sem confirmação de naufrágio) e o Eleni Sthatatos (1929). Até 2014 não se conhecia a história deste navio, agora, podemos afirmar, graças a diversos jornais de época tratar-se do Maria Stathatus. Eler está em uma posição paralela ao costão e caído por trás do Eleni Stathatos.

O Maria Stathatus entrou em chamas no porto de Fernando de Noronha em 09.06.1937, ancorando no local. Os tripulantes lutaram para debelar as chamas, mas como a carga de carvão de pedra já estava em chamas, foi decidido o abando no da embarcação. Ainda durante a noite, os tripulantes passaram para o navio allemão de apoio a aviação Westfalen, que se encontrava a certa distância da ilha, como apoio ao serviço de aviação comercial entre Alemanha e a América do sul.
O vapor grego continuou a queimar até que só restou as ferragens, terminando por submergir.




Foto do Maria Stathatos encalhado paralelo a praia na Baía de Santo Antônio.
Foto extraída do livro Fernando de Noronha, Imagens do passado,
1992, Maria José Lins e Silva.
 
 
DADOS BÁSICOS
Nome da Embarcação: Maria Stathatus
Data do afundamento: 09.06.1937
Causa do naufrágio: Incêndio
LOCALIZAÇÃO
Local: Fernando de Noronha UF: PE. País: Brasil
Posição: Parte interna direita da Baía de Santo Antônio.
Latitude: 03░ 50' Sul Longitude: 032░ 24' 24" West
Profundidade mínima: 01 metros Profundidade máxima: 05 metros
CONDIÇÕES ATUAIS: desmantelado e enterrado
DADOS TÉCNICOS
Tipo de embarcação: vapor Nacionalidade: Grega
Material do casco: aço Propulsão: vapor
 

 

Guincho de carga
 Descrição
Os destroços começam junto a popa do navio Eliane Statatus, também afundado no porto da Baía de Santo Antônio e se espalham paralelamente ao costão, por cerca de 50 metros, variando pouco em profundidade. Na maré vazante, parte da caldeira aflora a superfície.
A popa esta caida para estibordo. Restam parte do arco do hélice, que aparentemente foi cortado e parte da estrutura de apoio do hélice. Preso ao casco do navio, ainda estão parte do leme, a cana e volante do leme. Junto a esses destroços, está caído parte de um mastro.
Ao lado da popa, em direção ao fundo, começam os ferros da navio, o que indica que o navio deve tere adernado antes do naufrágio.
A frente da popa, existe um guincho caído de cabeça para baixo e a seu lado doi cabeços de amarração.
No centro dos destroços podemos seguir o eixo; já segmentado e parcialmente torto, não existe hélice. O eixo corre por cima de outros destroços até alcançar as máquinas junto ao reversor.
A máquina, do tipo Triple Expansion Engine está tombada por estibordo e dois de seus cilindros estão quebrados, mostrando em seu interior partes do pistão e biela; as bielas ainda estão ligadas ao eixo excêntrico.
Grande quantidade de casco e cavername espalham-se em torno das máquinas. Ao lado do eixo, pouco antes das máquinas, está um guincho de carga.

máquinas popa proa


 
Ao lado e a frente das máquinas existem 3 grandes caldeiras aquatubulares. Uma delas está isolada e apresenta as 3 fornalhas viradas para cima, ainda com parte das tampas no lugar. As duas demais estão afastadas cerca de 10 metros; uma está de pé e outra de lado, já com parte da couraça destruída. Algumas válvulas de pressão podem ser vistas próximo daí.
Ao lado das caldeiras existe um guincho de carga ainda totalmente montado e a seu lado mais um cabeço de amarração.
Muitas das partes dos destroços parecem ser cobertas e descobertas pela areia de acordo com o movimento das marés e correntes.

Fornalhas da caldeira

Guincho de carga e eixo
 
 
Apoio & Agradecimentos:
Atlantis Divers
 

 

Cabeço-de-amarração Cabeço-de-amarração Volante do leme Cabeço-de-amarração Eixo excêntrico e virabrequin Guincho de Páu -de-carga