. NAUFRÁGIO da PARNAIOCA
 
Informações
Durante muitos anos as informações sobre os destroços da Ponta Alta da Parnaioca na Ilha Grande foram muito contraditórias. Alguns pesquisadores afirmavam que se tratava do navio Japurá, que segundo documentos da Marinha do Brasil teria afundado em 1897.

No entanto, sempre fui cético com essas informações, primeiramente porque o tipo de estruturas presentes no naufrágio, como as vigas e cavernas, parecem ser modernas demais para um navio que teria afundado nesse ano. Além disso, os mesmos documentos descreviam o acidente a 15 milhas a sudoeste da Ilha Grande.

Depois de uma longa pesquisa conseguimos provar que o Japurá afundou em 1901, a cerca de 25 milhas a sudoeste da Ilha Grande, devido a uma forte tempestade, uim dos náufrágos foi resgatado depois de muitas horas no mar, descrevendo toda a circunstância do naufrágio,. não sendo por isso possível tratar-se do naufrágio da Parnaioca.
 

Outros pesquisadores afirmam que moradores locais lembram-se deste naufrágio na década de 50, porém não existem referências primárias e nem informações confiáveis. Assim sendo, os destroços da Parnaioca continuam sem identificação.
Há relatos de moradores da Ilha Grande de que o navio teria afundado na década de 1940.

O que podemos garantir é que depois de mais de 40 anos de pesquisa a identidade desse navio continua um mistério. Parnaioca em tupi-guarani significa literalmente: ¨mar quebrado¨, parece que a história desse navio também.
Durante muitos anos houve na praia da Parnaioca uma comunidade bem estruturada, inclusive com escola pública, e as referências nos jornais de época são muito frequentes. A comunidade parece que começa a declinar devido as constantes fugas da Colônia penal dos "Dous Rios" (atual Dois Rios) localizada na enseada seguinte e que abrigou durante muitos anos presos de alta periculosidade, regularmente fugiam para o povoado da Parnaioca em busca de meios de transporte par o continente.
Um dos navios que transportava presos acabou por afundar na enseada dos Dois Rios é o Commandante Manoel Lourenço.

 
 

Ponta Alta da Parnaioca (posição do naufrágio - seta vermelha)
 

Posição do naufrágio (Pedra do Caranguejo)
Ponta Alta da Parnaioca
 

DADOS BÁSICOS

Nome do navio: ??

Data do afundamento: ??

LOCALIZAÇÃO

Local: Ilha Grande

UF: RJ.

País: Brasil

Posição: Ponta Alta da Parnaioca

Latitude: 23° 12' 07" sul

Longitude: 044° 15' 32" oeste

Profundidade mínima: 03 metros

Profundidade máxima: 35 metros

CONDIÇÕES ATUAIS: desmantelado

DADOS TÉCNICOS
Tipo de embarcação: cargueiro a vapor Medidas: aproximadamente 103 metros
Material do casco: aço Propulsão: hélice
MOTIVO DO AFUNDAMENTO: choque
 

 
Descrição
Os destroços estão perpendiculares ao costão com grande inclinação. A popa está na parte mais rasa (6 metros) seguindo sem interrupção até cerca de 35 metros no meio do navio. Na maioria dos dias de mergulho, apesar de estar localizado do lado de fora da Ilha Grande, a água se mantém clara até o meio dos destroços, a cerca de 20 metros e partir dai, em direção ao fundo, está uma camada de água muito fria e escura.
 

Na proa, em um grande acúmulo de ferragens, podem ser notado o leme , parcialmente destruído e seu volante. Os apoios do hélice estão caídos próximo do grande eixo que se destaca do fundo na direção do costão.
O navio parece ter sido bastante castigado pelo mar, mostrando, a estibordo, grande parte do casco emborcado, podendo ser vistas as quilhas de balanço. Debaixo do casco existem grandes estruturas e outras partes internas.
As penetrações , embora possíveis, são arriscadas pois as passagens são estreitas e com diversas voltas.
No lado de bombordo deste casco emborcado, existem outras partes de casco e outras peças como cabeços, muradas, escadas e parte do casario. Também a boreste está uma seção do mastro, ainda com sua gávea.
Abaixo dos 35 metros não mais são notadas partes relevantes e a proa não pode ser vista, pois está deslocada cerca de vinte metros já no fundo de areia.


Na popa o aço do casco dobrado, sugere o choque contra o costão
 

 

 

 

 

Parte da murada de boreste, na borda do casco emborcado

As penetrações são difíceis, pois o casco está muito destruído

Segmento do eixo do navio junto ao costão
 
Na popa, o encaixe do eixo com o hélice
Parte do mastro com a gávea
O casco virado mostrando a quebra da quilha de balanço
 
 
O eixo com o reversor
 
A parte superior das máquinas, caida de cabeça para baixo

Shipwreck WRECK WRAK EPAVE PECIO

 

Pequenas penetrações sobre o casco, geralmente com águas turvas Restos do leme Base do hélice Mastro costado