TUTOYA

Sumário

Texto e fotos: Tatiana Mello e Maurício Carvalho

O cenário mundial e o Tutoya

Durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial o conflito parecia apenas um leve eco dos acontecimentos da Europa. Alguns episódios isolados e esporádicos como os afundamentos em 1939 e 1941 dos navios alemães encouraçado GrafSpee no Uruguai e o Wakama  ao largo de Búzios, RJ. lembravam que o país estava à margem de um grande conflito.
Porém, em 1942 essa confortável situação mudaria. Em dezembro de 1941, com o ataque do Japão a Pearl Harbor, os Estados Unidos entram na guerra, contra o pacto tripartite do eixo, do qual faziam parte a Alemanha, Itália e o Japão.
Em dezembro de 1941, Doenitz, o comandante da Marinha de Hitler, decide utilizar os U-boats para dar início a uma campanha de ataque ao tráfego marítimo comercial ao longo da costa leste dos Estados Unidos, visando cortar as linhas de suprimentos.
Esta campanha, conhecida como Paukenschlag (batida de tambor), provocaria a partir de janeiro de 1942 a perda de milhões de toneladas brutas aos aliados.
Diante da flagrante agressão a um país pan-americano, as demais nações do continente não podiam ficar passivas. Em janeiro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, é realizada uma reunião com os países da América. Devido à resolução Nº 5 desta reunião, o governo brasileiro decide cortar relações diplomáticas e comerciais com as nações do Eixo; posição que fortalecia a ideia de uma futura declaração de guerra. Além disso, os Estados Unidos pressionavam e ofereciam vantagens para que o Brasil permitisse a instalação de bases americanas em território brasileiro.
Em fevereiro de 1942, o governo adota as primeiras medidas preventivas de defesa do país. São tomadas medidas de precaução defensiva ao longo da costa e convocados para serviço ativo os reservistas da Marinha com menos de 40 anos.
A operação Paukenschlag de Doenitz, teria consequências também para o Brasil. De fevereiro a julho de 1942, 12 navios mercantes brasileiros foram afundados ao longo das costas das Américas por submarinos, na sua maioria alemães, mas também Italianos. Entre eles estavam o: Buarque (14.02 ), Olinda (18.02 ), Cabedello (25.02 ), Arabutan (07.03), Cayru (08.03),  Parnahyba (01.05), Gonçalves Dias (24.05), Alegrete (01.06), Pedrinhas (26.06), Tamandaré (26.07), Piave (28.07) e Barbacena (28.07).
Esses afundamentos e as subsequentes manifestações da população, que pediam guerra, culminaram em agosto de 1942, com a declaração de guerra do governo brasileiro às potências do Eixo .

No Monumento dos Pracinhas no Rio de Janeiro está gravado o nome de cada um dos navios brasileiros atacados pelos submarinos do Eixo assim como, o nome de todos os marinheiros mortos.
Observação: embora a escrita apareça como Tutóia, a grafia oficial de registro é com “Y’ (Tutoya)

O navio

Este cargueiro a vapor de aço foi construído em 1913 pelos estaleiros William Dobson & Co  de New Castle – Inglaterra  e lançado ao mar em 23 de agosto com o nome de Mitcham para a empresa Wandsworth, Wimblendon & Epsom-District Gas Co. de  Londres. Companhia de produção de energia e que por isso, utilizava regularmente cargueiros para o transporte do carvão de pedra e coke (carvão de alta energia).

O Mitcham da Wandsworth, Wimblendon & Epsom-District Gas Co. que posteriormente foi rebatizado de Tutoya no Lloyde Brasileiro

Era um cargueiro que apresentava o casario a ré possuía com 67,2 metros de comprimento, 6,3 metros de boca e 3 metros de calado, deslocando 1.125 toneladas.
Suas duas máquinas a vapor da companha MacColl & Pollock Ltd (Sunderland) eram do tipo Triple Expansion Engine (cilindros de (13.5, 22 & 37 x 27ins) com 187 NHP. Duas caldeiras de 5,10 metros com quatro fornalhas, geravam o vapor a 180 libras, que permitia o movimento de dois hélice e deslocamento a até 11 nós.
Era um cargueiro com um porão de vante a cabine de comando bem a frente, dois porões a meia nau e casa de máquinas a ré, com uma única chaminé.
Em 1923 ele foi vendido para o Lloyde Brasileiro e rebatizado de Uno; em 1929 é novamente rebatizado como Tutoya em homenagem a cidade no delta do Parnaíba no Maranhão.

Montagem de dois momentos de anúncios de viagens dos cargueiros Uno e posteriormente do Tutoya pelo Lloyd Brasileiro
Ficha de inscrição do Tutoya no Lloyds Register com as características técnicas

Dados básicos

Nome do navio: Tutoya
Data de afundamento: 01.07.1943

Dados de localização

Local: Iguape
UF: SP
País: Brasil
Posição: Ao largo do litoral sul de São Paulo
Latitude: 24º 43′ sul
Longitude: 047º 18′ oeste
Profundidade mínima: 18 metros
Profundidade máxima: 21 metros
Condições atuais: desmantelado

Dados técnicos

Nacionalidade: brasileira
Ano de fabricação: 1913
Estaleiro: William Dobson & Co., New Castle na Inglaterra
Armador: Lloyde Brasileiro
Deslocamento: 1.125 toneladas
Comprimento: 67,2 metros
Boca: 6,3 metros
Tipo de embarcação: cargueiro
Material do casco: aço
Carga: 750 toneladas entre carne salgada, café, batatas, chá-mate e madeiras
Propulsão: 2 máquinas a vapor de tripla expansão
Motivo do afundamento: torpedeado pelo submarino alemão U-513

A pesquisa e a busca – Tatiana Mello

 Há muito tempo ouvíamos falar que na região ao sul da ilha Queimada Grande no litoral sul de São Paulo encontrava-se afundado o Tutoya. Assim, eu e Maurício Carvalho começamos uma pesquisa sistemática por mais informações desse naufrágio partindo dos dados contidos no SINAU (Sistema de Informação de Naufrágios).

Equipe de mergulhadores que localizou e identificou o Tutoya: Tatiana Mello, Marco Bafi e Luiz Flório.
Tatiana Mello executando as medidas de identificação


No processo de pesquisa e de localização do naufrágio do naufrágio do Irmão Gomes conversamos com o Cleyton Aloise, mestre da embarcação da operadora Novos Mares de Peruíbe, SP. que ficou de obter informações locais.
No dia 26 de dezembro de 2025, utilizando diversas informações de posições de pescadores da região, passadas pelo Clayton, e com o valioso apoio da operadora Novos Mares, partimos para a região a fim de executar uma busca.
A bordo estávamos Eu, Marco Bafi, Luiz Flório e o Cleyton Aloise, do Rio de Janeiro o Maurício Carvalho nos abastecia com as características técnicas e históricas do navio.
Side Scan sonar da embarcação com o registro do naufrágio

Sabendo o que deveríamos encontrar para confirmar a identidade do Tutoya, tínhamos em mente as dimensões do navio, características e medidas técnicas das máquinas, caldeiras e leme. O Side scan sonar da embarcação da Novos Mares e uma trena seriam equipamentos fundamentais na tarefa.
Depois de chegar à área iniciamos a busca pelos pontos, até que duas horas depois, uma das marcas se mostrou promissora. Boia lançada, marcação feita, descemos nos destroços. Sucesso! Mais um naufrágio. Mas seria ele o Tutoya?

Clayton Aloise que conseguiu as marcas do naufrágio e o barco da Operadora Novosmares de Peruíbe, SP. que leva ao Tutoya

Começamos o processo de análises técnicas que consistiu em verificar as características da embarcação e do naufrágio. Um cargueiro a vapor com duas máquinas e duas caldeiras, primeiro terço de boreste destruído na altura do 1º porão devido ao impacto do torpedo. Todas batiam. A medição da boca também estava certa mas, o comprimento era impossível medir com precisão, já que o navio estava quebrado. As âncoras, tão características do Tutoya, também estavam ausentes. Restava fazer as medições dos cilindros dos dois motores, das caldeiras e verificar a configuração do leme, à qual também conhecíamos pois possuíamos a planta.
Finalmente todos os dados conferiam, seria impossível dois navios afundados, na mesma região com características tão semelhante. Tratava-se do Tutoya, navio do Lloyde brasileiro que na noite de 30.06.1943, foi torpedeado no litoral sul de São Paulo, próximo a Iguape, pelo submarino alemão U-513.

Mais um naufrágio brasileiro tem sua história completa contada. Agora a operadora Novos Mares junta esse novo naufrágio ao Tocantins, Rio Negro, Araponga e Irmãos Gomes, tornando a região de Peruíbe um dos pontos mais interessantes para mergulho em naufrágio do Brasil! Aproveite para conhecer esses novos naufrágios!

O naufrágio

Na primavera de 1943 o Comando da Kingsmarine  através da “BdU” (Comando Operacional dos U-Boats) despachou para atuarem entre a costa da Florida e Santos 22 submarinos. Destes, sete foram deslocados para patrulhar a costa brasileira até a linha do trópico de Capricórnio. Entre eles estavam o U-591, U-604, U-185, U-172, U-598, U-199, que acabaria afundado em frente à cidade do Rio de Janeiro em 31 de julho de 1943 e o U-513.
Após alguns ataques que não resultaram em naufrágio no dia 16 de junho o U-513 afundou o cargueiro americano Richard Caswell de 9.146 toneladas. Após o ataque ele se encontrou, na altura dos penedos São Pedro e São Paulo, com um submarino de reabastecimento, o U-515 chamado de vacas leiteira, pois prolongavam o tempo de patrulha dos U-boats, fornecendo novos torpedos, combustível, peças sobressalentes e mantimentos.
Após o abastecimento ele se dirigiu para a área operacional ao largo do porto do Rio de Janeiro, onde no dia 21 de junho, afundou o cargueiro sueco Venezia de 1.673 toneladas. Após o  ataque, o U-513 seguiu para o litoral de São Paulo, espreitando a entrada do porto de Santos.

   
Dois dias antes do ataque do Tutoya e cinco antes do Elihu B. Washburne, os jornais anunciavam que a ameaça dos submarinos estava diminuindo em toda a guerra, devido a capacidade de detecção dos submarinos por radar e sonar, porém os ataques no litoral brasileiro continuaram até julho de 1944, quando Vital de Oliveira foi afundado. Talvez pela necessidade de propaganda de guerra, não existam notícias de destaque do ataque, tão próximos ao litoral, a esses dois navios

No dia 18 junho o Tutoya, sob o comandado do Capitão de Longo Curso Acácio de Araújo Faria e com uma tripulação de 37 homens partiu de Paranaguá (PR.) com destino a Santos (SP.) transportando uma carga de 750 toneladas entre carne salgada, café, batatas, chá-mate e madeiras.
O Tutoya viajava a escoteiro (sozinho), rotina comum com o navios brasileiros do período, que por serem velhos, eram lentos e esfumaçavam muito, não sendo aceitos no sistema de comboios. Ele navegava bem junto à costa e totalmente apagado.
Às 22 horas do dia 30 de junho, ao largo da Ponta da Jureia no litoral sul de São Paulo a silhueta do Tutoya foi avistada contra a terra firme, pelos vigias do U-513. Cerca de 1 hora da manhã do dia 01 de julho, na posição informada pelo cargueiro de Latitude: 24º 40′ sul e Longitude: 047º 05′ oeste o navio recebeu, por sinais de lâmpada Morse, um pedido para diminuir a marcha, acender as luzes e se identificar.
“Vale reforçar, que o Tutoya transportava produtos para consumo no Brasil e não matéria prima ou produtos para o esforço de guerra dos aliados”.
Imaginando tratar-se de um navio patrulha, o Tutoya ascendeu as luzes e minutos depois, recebeu o covarde impacto de um torpedo na altura da ponte de comando.
O navio arqueou e em seguida partiu de dois, desaparecendo rapidamente. Os tripulantes conseguiram ainda arriar duas baleeiras e uma balsa. Uma das baleeira chegou à praia da Jureia conduzindo 30 náufragos. A segunda atingiu outro ponto do litoral paulista, após ter sido avistada por um avião da FAB. A balsa foi rebocada por uma embarcação até Santos. Sete homens perderam a vida, inclusive o comandante Acácio de Araújo Faria, que segundo um dos tripulantes morreu na explosão inicial.

Posição do ataque junto ao litoral e do naufrágio do Tutoya a cerca de 13 quilômetros da costa próximo a Iguape no litoral sul de São Paulo

Dois dias depois, o U-513, comandado pelo Capitão-de-Corveta Friedrich Guggenberger, atacou e afundou, em frente ao litoral de São Sebastião, SP., o cargueiro americano Elihu B. Washburne e voltou a descer o litoral, pois acreditava que era uma área mais segura para atuar.
Quanto ao Tutoya, praticamente nada foi publicado nos jornais da época, provavelmente para evitar pânico na população, devido a ter ocorrido um ataque tão próximo ao litoral de dois dos maiores portos do país (Rio de Janeiro e Santos).
Em 20 de agosto de 1949 o Jornal A Nação, anunciava “Voltou à tona o casco do Tutóia, foi localizado nas proximidades de Iguape…  o capitão do porto de Santos revela que o casco foi identificado como sendo do navio Tutóia”.
Ao longo dos anos, alguns pescadores relataram a posição de um casco na região e mergulhadores afirmaram ter mergulhado nos destroços, porém não haviam provas que confirmassem a identidade do navio, já que existem outros naufrágios na região.

Descrição

O naufrágio está orientado em uma direção de 250º rumo à Santos e a região de boreste, onde ficava a cabine de comando está completamente ausente, provavelmente devido ao impacto do torpedo que o afundou. O que restou do casco encontra-se em sua posição de navegação apoiado no fundo há 21 metros, com cerca de 1,5 metros enterrado na areia do fundo.  O ponto mais alto está à cerca de 18 metros no bico de proa.
Os destroços encontram-se separados por cerca de 20 metros em duas porções principais.  A proa apresenta 1/4 do comprimento enquanto o meio do navio e a popa representam 2/4. A parte que falta, possivelmente representa o seção do primeiro porão onde o navio se partiu. Nessa região, onde só existe areia, o casco pode  está enterrado ou ausente.

O reforço do bico de proa e o guincho das âncoras, que não existem mais

A proa está ligeiramente adernada para bombordo. O bico de proa ainda está íntegro, mas não existem mais as âncoras, que devem ter sido arrancadas posteriormente, pois os dois escovêns encontram-se caídos no fundo e vazios. Um deles está logo à frente da proa e o outro à bombordo. No que restou do convés da proa estão um guincho e dois cabeços de amarração.
A partir daí, o convés decai em declive até atingir a areia a 21 metros e existe um guincho de carga de ponta cabeça.
O meio do navio é uma grande área aberta sob a areia que deveria corresponder aos porões. Nela, ladeadas pelo que restou do casco e cavername, estão duas seções de mastro, com seus paus de carga e dois guinchos de carga, um deles de cabeça para baixo. 


No meio do navio muito cavername, mastros e guinchos de carga


Seguindo-se em direção à popa, do lado de bombordo, o cavername e casco estão mais preservados e caídos para o lado de fora, enquanto a boreste, a maior parte do casario e cavername inexiste.
À bombordo, resta uma estrutura mais alta, que parece ser um fragmento da cabine de comando, onde supostamente o navio foi atingido (por boreste). Fragmentos do convés e demais peças como turcos, estão espalhados nessa região.
Seguindo-se para a popa, claramente existe uma parede que dividia o terceiro porão da sala de caldeiras. As duas caldeiras ainda estão presentes e intactas, elas possuem cerca de 5 metros de diâmetro e 3 fornalhas abertas na direção de proa e estão dispostas logo à frente das máquinas.

Parte de uma das duas caldeiras (trocador de calor) e as duas máquinas a vapor de tripla expansão

As duas máquinas a vapor de triple expansão, estão em sua posição funcional e também podem ser identificadas claramente. O diâmetro de seus três cilindros serviu para a confirmação da identidade do navio.
Atrás das máquinas está o castelo de popa, onde o mecanismo do volante do leme se destaca. Junto ao fundo estão o leme, completamente virado para boreste e os dois hélices, que se encontram parcialmente enterradas, apenas com metade de uma das pás emergindo da areia.

O volante do leme no convés de popa, o leme virado para boreste e parte de uma das pás de uma dos hélices que estão quase todo enterrados

O destino do U-513

Em sua quarta patrulha, após os ataque, no dia 19 de julho um avião PBM Mariner, pilotado pelo Capitão-Tenente Roy S. Whitcomb, partiu de uma base em Florianópolis para patrulhar a área onde havia sido torpedeado o Richard Caswell em 16 de julho.
Depois de horas de voo, foi detectado por radar, um contato a 60 milhas a SW da última posição de SOS lançada pelo cargueiro.  Às 15h30 os tripulantes divisaram a silhueta de um submarino na superfície.
Utilizando a cobertura das nuvens, o comandante Whitcomb, aproximou-se, imbicou seu avião e iniciou o ataque. Quando rompeu as nuvens, as armas de convés do U-513 abriram fogo, o U-boat do tipo IXC aumentou sua velocidade e começou a zig-zaguear.
Antes que ele pudesse mergulhar, seis bombas foram lançadas e duas atingiram em cheio o convés. As explosões ergueram o submarino e em menos de um minuto, o submarino nazista afundou de proa.
O avião circulou, visualizando muitos destroços, uma grande mancha de óleo e cerca de 10 tripulantes debatendo-se na superfície. para os quais foi lançado um bote salva-vidas.
O hidroavião lançou botes salva-vidas e continuou circulando pela área por duas horas até ser substituído por outro avião. O tender USS Barnegar seguiu para a área do ataque, onde, dos 53 homens a bordo do U-513, recolheu apenas 7 tripulantes, inclusive o comandante Guggenberg.  Posteriormente, foram levados para os Estados Unidos, onde permaneceram presos até o final da guerra.
Desaparecia o U-513 do lendário Capitão-de-Corveta, Friedrich Guggenberg, que a bordo do U-81 foi responsável pelo afundamento, em novembro de 1941 no Mediterrâneo, do porta-aviões britânico Ark Royal.
Em agosto de 2011 foi anunciado que uma expedição conduzida pelo Instituto Kat Schurmann e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) havia localizado o U-513 a mais de 100 metros de profundidade ao largo da costa de Santa Catarina, entretanto não foram divulgadas imagens que provem inequivocamente a descoberta, mas oficiais da Marinha do Brasil  afirmaram, que a localização ocorreu.


A localização e identificação do Tutoya no litoral de São Paulo vêm honrar a memória das centenas de marinheiros da Marinha do Brasil assim como, da marinha mercante, mortos em ataques covardes pela marinha nazista durante o período da Segunda Guerra. Esses homens deram a vida para manter o comércio e abastecimento de uma país, que na época do conflito, sequer tinha condições de se defender sozinho das agressões da poderosa marinha de Hitler. 

Em um país sem memória e sem juízo resgatar a história dos naufrágios do Brasil é reverenciar esse supremo sacrifício.

Equipe de mergulhadores da primeira operação de mergulho da Novos Mares no Tutoya 

 


Tatiana B. Mello
Turismóloga, instrutora de Mergulho SSI, especialista e pesquisadora de naufrágios

 

 

https://novosmares.com.br 
WhatsApp: 11 98187-9935

Matéria do jornal JT1 da TV Tribuna no g1.globo.com

 

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