Sumário
Pesquisa e texto: Maurício Carvalho
Histórico
O paquete misto (vela/vapor) Maraldi pertencia à companhia Brazil & River Plate Mail Stemears. Com linhas da Argentina e Uruguai e escalas no Brasil até portos variados da Europa.
Foi construído em ferro pelos estaleiros Whitehaven Ship Building Co. na Austrália. possuía 66 metros de comprimento por 8,4 de boca, deslocando 665 toneladas,
Ele seguia viagem, vindo de Buenos Aires, com uma carga de couro e lã destinada a Antuérpia.
Ao entrar no porto de Salvador para abastecer-se de carvão e víveres, foi impelido pela forte correnteza, clássica na entrada da barra da Baía de Todos os Santos e às 21 horas acabou por encalhar e naufragou em um dos recifes bem junto à costa, entre o forte da Barra e o forte de Santa Maria.
Permaneceu encalhado e sendo descarregado por mais de dois meses. Foram recuperados centenas de fardos de lã. Até que uma tempestade partiu o navio e condenou o Maraldi definitivamente. Durante o desembarque do navio, tripulantes tiveram seu bote virado e dois se afogaram.

Anuncio da viagem – ilustração semelhante ao que seria o Maraldi
Dados básicos
Dados de localização
Dados técnicos

Outros naufrágios: Germania, Bretagne, Cap Frio e Reliance ( mapa – Google Earth)
Descrição

Pouca coisa resta deste naufrágio. Junto da areia, na parte mais próxima do Farol da Barra e a 6 metros de profundidade parece existir parte do volante do leme e o espelho de popa.
Ao longo de todo o naufrágio a lateral mais rasa está limitada pelo recife costeiro, enquanto a mais funda já se encontra na areia.
Seguindo-se para o meio da embarcação resta uma pequena parte do costado e cavername. Na extrema direita dos destroços, ainda fixado ao casco e parte do convés, podem ser vistos parte da murada do convés e uma linha de 4 bigotas, comprovando ser o vapor Maraldi um navio misto.
No centro dos destroços encontra-se uma caldeira flamotubular de cerca de 2 metros de circunferência e duas fornalhas. O navio parecia possuir uma única caldeira central. Em torno dela, restam poucas ferragens, alguns cavernames e outros destroços pouco distinguíveis.
Da caldeira para a parte rasa do costão, existem cavernas e chapas do casco espalhadas em torno do eixo principal do navio.


O pouco que restou da popa – A maior parte dos destroços é formada por cavernas – A caldeira única e de pequeno tamanho


O resto das bigotas confirmando a armação mista (velas e vapor)
A dimensão reduzida dos cabeços de amarração indica um navio pequeno
O que restou do Maraldi está amplamente colonizado, inclusive por corais moles
SINAU
Para mais informações, acesse o Sistema de Informações de Naufrágios - SINAU
Compartilhe



