Sumário
Pesquisa e texto: Maurício Carvalho
Histórico

Lançado ao mar em 18.06.1898 como Bolívar pelo estaleiro Hall, Russell & Co Ltd, de Aberdeen para a companhia Booth Iquitos S.S. Co. Ltd. – A. Booth & Co. Ltd., Liverpool . Era um vapor de aço com 1016 toneladas, 66,9 metros de comprimento, 9,9 metros de boca e 3,6, de calado e apresentava máquinas a vapor de tripla expansão.
Em 1904 foi vendido a Red Cross Iquitos S.S. Co. Ltd. em 1906 é novamente vendido para Iquitos S.S. Co. Ltd. – Booth S.S. Co. Ltd. de Liverpool.
Finalmente em 1908 é adquirido por Jose Pinto Queiros para a companhia Paulista de Navegação e Comercio Santos e rebatizado Paulista. Em janeiro de 1910 inicia seus serviços de transporte marítimo, partindo do Rio de Janeiro no dia 05 para Pernambuco. Mas os anúncios são de viagens regulares entre os portos de Santos, Rio de Janeiro, Paranaguá, Maceió e Recife.
Dados básicos
Dados de localização
Dados técnicos
O naufrágio

O navio vinha de Paranaguá e escalas abarrotado com grande carregamento de madeira de lei afora muitas outras mercadorias. Não trazia passageiro algum. Quando passava por aquelle porto perigoso das costas aconteceu partir o eixo do leme; ficando o navio a mercê dos vagalhões que se levantam ali tenebrosos e o Paulista à matroca foi bater contra as rochas perto da Ilha das Cocas, mas com tal violência que foi a pique incontinente. “
(Jornal O Fluminense 27.06.1913, pág. 3).
A descoberta

Equipamento para realizar o padrão de busca (DGPS e Sistema de piloto automático)
Descrição

O navio encontra-se pousado no lodo, em sua posição natural, com muitas redes presas ao casco. Resta a canoa principal do navio, tendo sido perdida todas as superestruturas. Sua posição no fundo é com a proa direcionada para sudoeste. Na proa uma grande ponta do reforço se eleva dois metros acima do que restou do casco, pouco mais de 5 metros até a quilha. No convés de proa, um grande guincho e dois cabeços podem ser encontrados.
Grandes rombos no convés já permitem ver o interior da proa. Seguindo-se em direção a popa um grande rombo na lateral do costado de bombordo permite ver o interior. Poucas peças estão caídas do lado de fora do casco. Um segundo guincho esta 3 metros atrás do guincho de proa.
Ao longo dos destroços podem ser vistas duas linhas de colunas de sustentação do convés. Toda a parte de vante do navio parece ser ocupada pelo porão e ainda podemos ver toras de madeira empilhadas junto ao costado de boreste. As cavernas presas ao casco podem ser vistas apesar de só restar parte da estrutura do casco.
Todo o interior dos destroços está muito enterrado. No centro da embarcação uma grande caldeira horizontal domina o cenário, ela possui uma grande reentrância na parte superior, onde está o trocador de calor.
Resta a canoa principal do navio, tendo sido perdida todas as superestruturas. Sua posição no fundo é com a proa direcionada para sudoeste. Na proa uma grande ponta do reforço se eleva dois metros acima do que restou do casco, pouco mais de 5 metros até a quilha. No convés de proa, um grande guincho e dois cabeços podem ser encontrados.
Seguindo-se para a popa, uma parte das máquinas pode ser vista, porém, não foi possível até o momento, identificar seu tipo. Seguindo de meia nau seguindo para a popa, muito encanamento e parte do eixo podem ser vistos. Junto ao costado de bombordo parte de um mastro está tombado para fora da embarcação, apoiado no casco. Junto à estrutura da popa podemos encontrar o volante do leme, destacando-se dois metros acima do convés. Ainda existem o leme e o hélice de três pás, uma das quais esta enterrada.
SINAU
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