Frigorífico Mercúrio
Outubro de 1893
Dados técnicos
Estaleiro: WG Armstrong, Mitchell & Co Ltd em Newcastle
Dimensões: 73,5 X 9,9 X 4,7 metros
Tonelagem: 1.121 toneladas
Armamento: Antigos canhões adaptados
O vapor Mercurio foi construído com casco de aço em 1891 nos estaleiros WG Armstrong, Mitchell & Co Ltd em Newcastle na Inglaterra.
Foi lançado ao mar em novembro de 1891 para a Companhia Frigorifica e Pastoril Brazileira do Rio de Janeiro para serviço de transporte de passageiros e carga.
Prelúdio
Em setembro de 1893 os Revoltosos apoderaram-se de 18 navios mercantes e rebocadores. Alguns dos melhores, pertenciam a Companhia Frigorífica Fluminense, entre eles o Júpiter, Meteoro, Mercúrio, Uranus, Vênus e o Pallas.
Ancoradouro dos revoltosos na Ilha de Mocanguê durante a Revolta da Armada
Naufrágio
A esquadra revoltosa apoderou-se da Ilha de Mocanguê e fez dessa região sua base, pois mantinha-se longe do fogo das fortalezas da costa do Rio.
Durante a revolta as informações militares eram censuradas mas noticiou-se no Segundo o jornal O Tempo Nº 86 de 1893
O couraçado República seguido pelo transporte Pallas e pelo vapor frigorífico Mercúrio tentaram forçar a saída da barra da Guanabara. A fortaleza de Santa Cruz rompeu fogo contra os navios e o Mercurio foi atingido por balas de calibre 70 e 32, perdeu completamente o rumo e há muito custo conseguiu voltar, arrastado por um rebocador, ao ancoradouro da ilha de Mocanguê, onde parecia inteiramente perdido e permaneceu lá até pelo menos outubro de 1993.
Em março de 1894, com a derrota dos revoltosos o movimento Federalista, no sul do Brasil e a Revolta da Armada foram encerradas. Pelos jornais o vapor Mercurio deve ter sido recuperado e continuou a navegar para a Marinha até abril de 1995.
Segundo o Jornal O Paíz 23 de junho de 1895, o vapor Mercúrio foi recuperado, teve de passar por reparos e sob o comando do Capitão Tenente Carlos Moreira de Abreu fez experiências de suas máquinas, dentro da baía de Guanabara, atingindo excelentes resultados, quando atingiu uma marcha de 12 milhas por hora.
Continuou navegando pela companhia Frigorífica e Pastoril, com anúncios de viagem,noticias diversas e vários incidentes até 1998
Em 1902 o navio aparece registrado na Companhia Paraense de Navegação a Vapor, e rebatizado Fortaleza. Em 1903 foi noticiado que um vapor de nome Mercurio havia encalhado na praia de Capão do Meio, no Rio Grande do Sul, mas safou.
Em 1911 esta registrado como Ypiranga no Lloyd Brazileiro, e depois desaparece dos registros.