Top 10 dos melhores naufrágios da Europa e Mediterrâneo
Naufrágios de Scapa Flow
Alemães: SMS König, SMS Markgraf, SMS Kronprinz Wilhelm, SMS Brummer, SMS Cöln, SMS Dresden, SMS Karlsruhe.
Britânicos: HMS Royal Oak e HMS Vanguard
Escócia – Ilhas Orkeis – Scapa Flow
SMS Kronprinz Wilhelm


Na Kaiserliche Marine (Marinha do Kaiser) SMS significa “Seiner Majestät Schiff”. Em português, a tradução seria “Navio de Sua Majestade” semelhante ao HMS da Marinha Inglesa.

Participou de patrulhas e pequenas escaramuças com o marinha britânica, até que nos dias 31 de maio de 1916 o Kronprinz Wilhelm participaria da Batalha da Jutlândia, na costa da Dinamarca, uma das maiores batalhas navais da história, com mais de 250 navios envolvidos e a última travada sem o apoio de aeronaves. O encouraçado estava no grupo de vanguarda de enfrentamento a frota inglesa.
DADOS TÉCNICOS
Nome: Kronprinz Wilhelm
Data do Naufrágio: 21.06. 1919
Armadora: Marinha Imperial Alemã
Estaleiro: Germaniawerft, Kiel
Construção: 1911
Tipo navio: Encouraçado – Dragnot – Classe König
Dimensões: comprimento: 175,4 metros – boca: 29,5 metros
Deslocamento: 28.600 toneladas
Máquinas: 3 motores a vapor com 15 caldeiras 45 570 HP 3 hélices triplas, podendo atingir 21 nós.
Armamento: 10 canhões de 305 mm, 14 de 150 mm, 10 de 88 mm e 5 tubos de torpedo de 500 mm
Tripulação: 41 oficiais e 1.095 marinheiros
Resumo da Batalha da Jutlândia
Foi uma batalha naval travada entre a Grande Frota da Marinha Real Britânica e a Frota de Alto Mar da Marinha Imperial Alemã, envolvendo mais de 250 embarcações de grande porte. Basicamente a grande frota da Marinha Real Britânica tentava impedir que a Marinha Imperial Alemã tivesse acesso ao Atlântico. Mantendo a pressão sob o Mar do norte e forçando os alemães a se manterem em suas águas territoriais.
Os alemães tentaram utilizar seus cruzadores rápidos para atrair parte da esquadra inglesa, isolando-a em uma força que os alemães poderiam combater e preparando seus submarinos para uma emboscada. Os britânicos já haviam interceptado as comunicações alemães e se anteciparam. As duas frotas se encontraram ao largo da Península da Jutlândia na costa Dinamarquesa.
A batalha consistiu de manobras que resultaram em três confrontos principais entre os dias 31 de maio a 1º de junho, com diversos confrontos diretos entre os grandes canhões e as couraças protetoras, diversos navios foram atingidos com alto impacto, explodiram e afundaram rapidamente. No final das ações, 14 grandes navios britânicos e 11 alemães afundaram, com um total de 9.823 mortes. Ambas a frotas recuaram a seus portos reivindicando a vitória, o que produziu até o final da guerra um impasse no mar, assim como, as trincheiras produziram em terra. Essa batalha influenciaria muito na estratégia alemã de utilizar submarinos de Segunda Guerra Mundial.
O Kronprinz atirou contra o HMS Dublin das 17h51 minutos e em seguida passou a enfrentar o couraçado HMS Malaya, mas sem impactos significativos. Depois enfrentou uma linha de cruzadores ingleses. Escapou de tiros diretos e torpedos, no final do combate, o Kronprinz disparou 144 projéteis e foi o único navio de sua classe que não foi danificado na batalha.

O Kronprinz Wilhelm retornou ao estaleiros para reparos e não participou mais de ações até a interrupção do conflito. Com a derrota da Alemanha e declaração do armistício em novembro de 1918 os submarinos forram confiscados e a frota de alto-mar, incluindo o encouraçado Kronprinz Wilhelm, foi desarmada, as tripulações reduzidas e levadas ao porto britânico de Scapa Flow na Escócia, aguardando enquanto os aliados negociavam o destino da frota na Conferência de Paz de Paris (Tratado de Versalhes 1917). Com as negociações se estendendo e a recusa dos oficiais alemães de entregar os navios ao inimigo às 11h 20 minutos do dia 21 de junho de 1919 o comandante contra-almirante Ludwig von Reuter deu a ordem e praticamente toda a frota, que já estava preparada, foi deliberadamente afundada por seus marinheiros.
Ao longo dos anos muitos dos 72 navios naufragados foram resgatados até o início da Segunda Guerra, quando os trabalhos foram interrompidos, o Kronprinz Wilhelm permaneceu submerso próximo da extremidade da ilha de Cava e atualmente é um dos pontos de mergulho mais procurados de Scapa Flow.
Destroços
O Kronprinz Wilhelm é um naufrágio grande (174,5 metros) ele está pousado de cabeça para baixo no fundo de lodo a 35 metros, enquanto a parte mais rasa pode estar a 12 metros. Por bombordo, o navio está mais exposto, enquanto a boreste só existe o casco. Geralmente existem duas boias marcando os destroços uma na proa e outra no meio do navio.
Na popa, os hélices e eixos foram removidos e há um grande rombo no casco, as máquinas também foram retiradas. Várias torres dos canhões podem ser vistas sob o convés ao longo do navio, principalmente as enormes armas de 305 mm.
A proa está bastante destruída, mas os escovéns ainda estão presentes, assim como um mastro com gávea.
Foi uma batalha naval travada entre a Grande Frota da Marinha Real Britânica e a Frota de Alto Mar da Marinha Imperial Alemã, envolvendo mais de 250 embarcações de grande porte. Basicamente a grande frota da Marinha Real Britânica tentava impedir que a Marinha Imperial Alemã tivesse acesso ao Atlântico. Mantendo a pressão sob o Mar do norte e forçando os alemães a se manterem em suas águas territoriais.