Sumário
Pesquisa e texto: Maurício Carvalho
Histórico

Em 1984 seu proprietário era a Empresa São Geraldo Mini-Tour Cargas Ltda. e foi adquirido com o objetivo de transportar material da siderúrgica COSIPA (Companhia Siderúrgica Paulista), o que fez durante alguns anos transportando chapas para o nordeste (Salvador, Recife e Fortaleza). No dia 1º de fevereiro de 1984 o Castor partiu do porto de Vitória (ES) com destino a Salvador carregado com 2.448 toneladas de tubos de ferro para a Petrobras.
Foto do Castor e ilustração do Castor a partir das plantas originais
OBS: N/M (Navio a motor)
Dados básicos
Dados de localização
Dados técnicos
O naufrágio

As várias tentativas de desencalhe foram infrutíferas. Com o amanhecer o comandante pôde verificar sua localização e concluir que haviam encalhado a 2 milhas da praia da Coroa Vermelha. O comandante do Castor não solicitou socorro de outras embarcações, apenas, por rádio, através da estação costeira de Salvador, requisitou reboque à empresa armadora. A carga não foi lançada ao mar, já que o casco encontrava-se fortemente apoiado nas pedras.
Transcorridos treze dias do encalhe, o navio permanecia encalhado entre as pedras. Com movimentação das ondas e as tentativas de desencalhe, o casco se rompeu e a água começou a inundar os porões. As máquinas se tornaram inoperantes, bombas já não davam conta da água que entrava no Castor, e o salvamento do navio encalhado tornou-se difícil.
Na noite do dia 15 de setembro, a situação a bordo tornou-se insustentável. O comandante reuniu a tripulação e foi decidido o abandono do navio. No dia 9 de outubro, a companhia providenciou a recuperação da carga, que não havia sido afetada.
A movimentação da carga provocou o adernamento do navio para bombordo. Finalmente no dia 18 de outubro de 1984, por volta das 6:00 horas da manhã o N/M Castor acabou de naufragar, permaneceu apoiado sobre o fundo raso, com seus mastros e casario marcando o local do sinistro. No navio restaram apenas cerca de 600 toneladas de tubos de aço.
O Castor dois anos após o naufrágio, os mastros de proa e a chaminé ainda eram visíveis na superfície
É interessante notar, de de alguns anos para cá (2010), ele têm sido chamado na região de “Castor de Andrade”, não sabemos ao certo por que razão, porém podemos garantir que o nome do navio é apenas Castor.
O fato ilustra bem a importância do levantamento histórico de nossos naufrágios, pois como já ocorreu com outros navios como o Rosalina (Rosalinda), a medida que o tempo passa o popular modifica inclusive o nome da embarcação.


Popa com a visão do volante do leme Convés de popa a cerca de 10 metros
Apoio, imagens submarinas e croqui gentilmente cedidas pela equipe da Beach Bahia Dive – Crele Cristina, Raimundo Bernardes,
Rosana Schimandeiro e Caroline Saad .
Descrição

No casco da proa, à boreste, restam ainda as letras STOR do nome do navio. Existe uma âncora e sua corrente sobre os recifes, a segunda foi retirada juntamente com a corrente.
A meia nau está caído o segundo conjunto de mastros em V e no que restou nos porões parte da carga de tubos de aço. Os mastros em H à frente do casario, do qual nada restou, ainda aparecem fora d’água.
Uma gaiuta de iluminação está acima da casa de máquinas e os cilindros de ar comprimido da ignição estão visíveis.
A popa está mais completa, com parte do casario caído a bombordo, o volante de leme no convés de popa está a 20 metros. O leme e o hélice estão a 15 metros de profundidade.
As fortes correntes no local e a água, frequentemente turva, dificultam o mergulho, que é mais favorável durante o verão. A fauna é muito variada e o navio encontra-se muito colonizado.


Vista de bombordo da popa – Popa com hélice e leme a cerca de 15 metros – Convés de popa


Segundo mastro caído sobre o convés a meia nau. Repare a configuração em ” V ” dos mastros
Parte da carga de tubos de aço da Petrobras que não foi recuperada, no que restou do segundo porão


As letras STOR do nome do navio junto ao escovém – Grande quantidade de vida coloniza os destroços – Frades, moreias e meros frequentam o naufrágio
Agradecimentos
Operadora Beach Bahia Dive está localizada na Pousada Beach Bahia, sob o comando da Crele Cristina e do Raimundo Bernardes possui toda a infraestrutura necessária para a operação segura nos naufrágios da região com destaque para os naufrágios do Cabrália 27 e do Castor, embora existam outros naufrágios na região um deles a 40 metros ainda não identificado e a plataforma chamada Bate Estacas. Os naufrágios são próximos ao litoral o que permite uma operação rápida, deixando o restante do dia para aproveitar essa região da Bahia. A operadora possui estação de recarga, equipamentos para aluguel e barco próprio.
A pousada Beach Bahia é muito confortável com quartos agradáveis e piscina para aquele relax no calor da Bahia depois de um dia de mergulho.
Pousada Beach Bahia e Beach Bahia Dive
Rua das Palmeiras 280, Praia de Muta, Santa Cruz Cabrália, BA.
Fone: 55 (73) 99961-2345
beachbahiadive@gmail.com


O barco e a operadora da Beach Bahia Dive permitem uma atividade confortável e segura

As confortáveis instalações da Pousada Beach Bahia


Fotos do Castor por volta de 2010
Lateral do casario com vista de bombordo da popa – Hélice apoiado a 15 metros – Mastros ainda fora d’água
Fotos e colaboração: Eduardo Macedo
SINAU
Para mais informações, acesse o Sistema de Informações de Naufrágios - SINAU
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