NAUFRÁGIO CALIFÓRNIA
  
Histórico:A história do vapor Califórnia é um pouco confusa e incompleta. Segundo documentos da Marinha do Brasil, ele foi a pique devido a um ataque pirata seguido de incêndio.
Segundo pesquisadores da história cafeicultora do Brasil, o navio teria pertencido a Joaquim de Souza Breves, conhecido como: O Rei da Marambáia, dono de cafezais por todo estado e fazendas de escravos na restinga da Marambaia, porém as pesquisas não conseguiram confirmar o fato. Para a data de registro do naufrágio, também não são encontradas informações nos jornais de época.
Ilustração Califórnia
Ilustração: segundo a Sampesub
 

Vista da costa do local do naufrágio
 

Vista da praia Vermelha do local do naufrágio
 
 
O que sabemos do Califórnia:Este navio era um pequeno vapor de rodas, embora muito pouco delas tenham sobrado nos destroços, possuía máquinas a vapor do tipo "Direct Acting Engine" . sua carga incluia artigos de beleza como escovas de dentes, pentes, arcos etc. além de armas e muitas louças. 
  


Desmontadas no fundo, nos dois bordos
do Califórnia
, escontramos diversas das
p
ás de propulsão, um pouco que sobrou
das rodas de propulsão.


Máquinas a vapor do tipo
"Direct Acting Engine"


Máquinas a vapor
encontradas no Califórnia

 
Foto do detalhe da Caldeira em sela
encontrada no Califórnia. Esta caldeira, como no esquema ao lado, pode ser vista inteira no vapor Paulista.

 

DADOS BÁSICOS

Nome do navio: Califórnia

Data do afundamento:- / - / 1866

LOCALIZAÇÃO

Local: Ilha Grande

UF: RJ.

País: Brasil

Posição: Costão sudoeste, enseada da Praia Vermelha

Latitude: 23° 09.570' Sul

Longitude: 044° 21.002' West.

Profund. mínima: 08 metos

Profund. máxima:15 metros

MOTIVO DO AFUNDAMENTO:incêndio

DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Brasileira
Ano de fabricação:1806
Comprimento: 40 metrosBoca: 05 metros
Tipo de embarcação: vapor de rodas
Material do casco: madeiraPropulsão: roda de pás
Carga:Porcelana, tecidos, prataria e armas.
 

 

Descrição:
Perpendicular ao costão, o navio encontra-se bastante enterrado, apenas com as peças assinaladas a mostra. Em pouca profundidade a água costuma ser mais clara que abaixo de 15 metros. A partir de 8 metros é vista parte da quilha com suas cavilhas, chega-se a caldeira única e partida. Parte do encanamento de pressão é visto sobre a parte que sobra da caldeira. Segue-se as máquinas a vapor do tipo "Direct Acting Engine", caídas sobre o fundo, restando apenas metade dos 2 cilindros e os pistões e barras de ligação entre os pistões e o girabrequim. Um grupo de engrenagens e algumas das pás das rodas de pás e parte da estrutura que sustentava todo o conjunto (maior estrutura do naufrágio). Até o meio do navio podem ser vistas partes do costado com suas cavernas de madeira.
A meia nau está a maior estrutura do naufrágio, que se ergue até os 5 metros, estas estruturas fixavam as rodas de pás e os pistões das máquinas.
De meia nau para trás não existem peças distinguíveis, apenas um aglomerado de peças e parte da carga, encobertos por muito sedimento.




Condensador

Tubulação da caldeira de baixa pressão
As fotos abaixo foram gentilmente cedidas pelo fotógrafo Maurício Andrade
para o site naufragiosdobrasil.com.br
  


Visão superior da caldeira e condensador.


Cilindros e pistões das máquinas

  


Visão do anterior do eixo de propulsão


 

 

Trocador de calor da caldeira de baixa pressão Pistons e bielas de máquinas do tipo Direct Acting Engine Mancal Quilha com cavilhas de bronze Braço de força do girabrequim ("Pata de Gafanhoto"). Muito carvão Resto das rodas e pás das rodas de propulsão. Resto das rodas e pás das rodas de propulsão.