NAUFRÁGIO SÃO JOSÉ
 
Histórico
Os rebocadore
São José, Bellatrix e Phoenix e juntam-se aos demais rebocadores afundados propositalmente como recife artificial no PNAPE - Parque de Naufrágios Artificiais de Pernambuco. Com eles são 11 embarcações que compõem o parque em uma área a frente do porto de Recife.
Rebocadore: Lupus,
Mercurius, Minuano, Saveiros, Servemar X, Taurus e Walsa
A diferença em relação as operações anteriores é que os três rebocadores foram posicionados no mesmo ponto, distantes apenas em poucos metros.
O São José é uma embarcação de 24 metros de comprimento e está apoiada sobre um fundo na faixa dos 30 metros.

Essa operação que colocou no fundo os três rebocadores naufrágio foi uma realização da AEMPE - Associação das
Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco juntamente com a empresa Wilson, sons e parceria com as universidades UFPE e UFRPE.
Para o procedimento foram
obtidas toda a documentação necessária.
As autorizações foram concedidas pela Marinha do Brasil, CPRH (órgão ambiental de Pernambuco) e IBAMA, que emitiu a Licença de Instalação seguindo a Instrução Normativa 125/2006.
 

DADOS BÁSICOS

Nome do navio: São José

Data do afundamento: 08.02.2017

LOCALIZAÇÃO

Local: Recife

UF: PE.

País: Brasil

Posição: 6 quilômetros da costa, em frente a Recife.

Latitude: 08 02. 385' sul

Longitude: 034 43.500' oeste

Profundidade mínima: 25 metros

Profundidade máxima: 29 metros

MOTIVO DO AFUNDAMENTO: Formação de recife artificial

 
DADOS TÉCNICOS
Nacionalidade: Brasileira
Ano de Fabricação: 1981 Estaleiro: Corena Metalúrgica e Construções Navais S.A
Armador: Saveiros Camuyrano Serviços Marítimos S.A
Tipo de embarcação: rebocador
Comprimento: 24,35 metros Boca: 7,00 metros Deslocamento: 147 Toneladas
Material do casco: aço Propulsão: motor diesel
Carga: vazio

CONDIÇÕES ATUAIS: Inteiro

 

 

Preparação
A Empresa Wilson, sons há vários anos têm contribuído significativamente com o apoio e doação de embarcações desativadas, em especial ao Sr. Hélio Vaisman que conseguiu viabilizar essas doações e ao Sr. José Mário Lôbo que teve um papel importante na preparação e limpeza do rebocador para afundamento além da logística de reboque.
O projeto teve o apoio da Marinha do Brasil que analisou e autorizou o afundamento, a Equipe de pesquisadores da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco e UFRPE – Universidade Federal Rural de Pernambuco, que realizaram o Estudo de Impacto Ambiental, Projeto Científico e de acompanhamento nos próximos anos. e muitos mergulhadores de Recife que participaram do dia da limpeza no rebocador.
O projeto contou com a importante participação do Biólogo Henrique Maranhão, que é profissional responsável pelo projeto ambiental dos afundamentos.

 

Reboque dos futuros naufrágios
 
 
Afundamento
Estava previsto o afundamento de quatro embarcações, porém motivos técnicos adiaram o afundamento do rebocador Vigo para uma próxima etapa.
O reboque começou com mar muito calmo e bastante sol. Os rebocadores chegaram ao ponto previamente definido pelos estudos. As embarcação foram afundadas uma de cada vez por abertura das válvulas de fundo e assim o São José o Phoenix e o Bellatrix desceram suavemente deixando apenas uma mancha de espuma na superfície, as três embarcações atingiram o fundo e permaneceram em posição de navegação. A experiência dos afundamentos anteriores e o trabalho bem feito culminaram em naufrágios perfeitos.
Como já havia acontecido no Walsa, foram colocadas filmadoras para obter registros subaquáticos dos afundamentos.
Poucos minutos depois do naufrágio a área foi liberada realizado os primeiro mergulhos. A água permaneceu limpa, com pouca de suspensão abaixo do convés causado pelo impacto do afundamento.

 

Momento em que o São José afundava
 
 
Descrição
O naufrágio está apoiado no fundo em sua posição de navegação. O casario está praticamente inteiro com a sala de comando na parte superior.
Por traz da cabine não existe mais a chamina.
Sobre a sala de máquinas exist uma grande abertura que dá acesso ao interior dos destroços. Sob a casa do leme também exste uma abertura.

 
 
 
 

 
Nossos agradecimentos ao amigo José Mario Lôbo e Mario Coutinho