Chuuk Lagoon
(Truk Lagon
)
Micronésia - janeiro de 2017

 
Naufrágios de Chuuk Lagoon

Amagisan Maru, Betty Bomber G4M1, Fujikawa Maru , Fumitzuki Destroyer, Heain Maru, Hoki Maru, I - 169 Submarino ,
Kensho maru,
Kiyosumi Maru, Nippo Maru, Rio de Janeiro Maru, San Francisco Maru, Sankisan Maru, Shinkoku Maru, Yamagiri Maru

Outros naufrágios de Chuuk Lagoon
 
Chuuk Lagoon conhecido em inglês como Truk Lagoon, uma derivação errônea do termo Ruk, como o local era conhecida até 1900, é um recife de coral circular em torno de um cone vulcânico (atol) no centro oeste do Pacífico. Situa-se a cerca de 1.800 km ao nordeste da Nova Guiné, 1.028 km (617 milhas) a sudeste de Guam e 5.436 quilômetros (3.262 milhas) a sudoeste do Hawaii.
Está localizado na latitude 7° norte e longitude 149° leste, fazendo parte dos Estados Federados da Micronésia (+10 horas Greenwich).
O clima apresenta estação seca entre dezembro e abril com precipitações médias de 170 a 226 mm e estação das chuvas de abril a dezembro. A temperatura do ar varia de janeiro e fevereiro entre 25°C e 30°C e a da água entre 27°C a 29°C.
O atol de Chuuk, que é parte do arquipélago das Carolinas Orientais, é formado por um recife com extensão de 225 quilômetros (140 milhas) em torno de uma laguna com 79 por 50 quilômetros e uma área de 2.130 Km2.
Chuuk é composto por sete grandes grupos de ilhas. As onze principais ilhas internas a laguna (Weno, Tol, Tonoas, Fefan, Uman, Udot, Otta, Param, Fala-Beguets, Ulalu, Tsis) e mais 46 ilhas menores dentro da lagoa, apresentando uma área de 93,07 Km2. A massa total da terra de Chuuk, incluindo as ilhas no anel exterior é de aproximadamente 128 km2.
Chuuk significa montanha no idioma Chuukese (o inglês também é considerado oficial) e a maior delas apresenta altura máxima de 443 metros. Sua população - Chuukeses - gira em torno de 36.000 pessoas.
 

Dica para uma viagem convortável

Chuuk Lagoon é muito distante, quebre a viagem no Hawaii para descançar por dois dias e ajustar o fuso.
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Economizar alguns dólares, ficando hospedado no resort da ilha, ou em uma embarcação que fica ancorada, as outras opções em Chuuk, me parece ser um péssimo investimento em uma viagem tão longa.
O Odysseu navega ao entre naufrágios deixando
você hospedado sobre o local de mergulho.
Nas outras opções você será obrigado a
navegar até os pontos de mergulho todos os dia em barcos precários em
uma operação muito cansativa
.
Mais dicas e informações no final da matéria

 

 
História
Não se sabe quando as ilhas de Chuuk foram colonizadas, evidência arqueológica indicam século 14 DC . O primeiro avistamento da ilha foi feito em setembro de 1528 pelo navegador espanhol Álvaro de Saavedra a bordo do Flórida, mas a descoberta e registro coube ao espanhol Alonso de Arellano em janeiro de 1565 a bordo do galeão San Lucas. Ao longo dos anos diversos nomes foram usados para designa-lo: Ruk, Hogoleu, Torres, Ugulat e Lugulus.
Chuuk, como parte das Ilhas Carolinas, era território espanhol até ser vendida em 1899 ao Império Alemão.
O domínio japonês tem origens na 1ª guerra mundial. Até 1853, com a chegada no Japão de representante dos Estados Unidos, o país viveu 700 anos de isolamento em um regime conhecido como Xogunato, um regime feudal, dominado por militares e samurais. A abertura de seus portos provocou intensa modificação no regime japonês. O imperador Mutsuhito (Meiji) da início a Era Meiji – Regime Iluminado -, marcada por um forte processo de modernização e transformação política e econômica.
Nesse novo processo o Japão sente a carência de recursos energéticos e depois de forte investimento bélico, conquista
rapidamente a Coreia do Sul, dando início ao período de “expansionismo japonês”. Na sequência, domina o mar da China, algumas ilhas do pacífico e invade as ilhas Filipinas.
Neste contexto histórico, entre 1904 a 1905 entra em guerra com a Rússia disputando os territórios da Coreia e da Manchúria.
Em 1912, o Japão entra na Primeira Guerra Mundial declarando guerra a Alemanha. Como recompensa (tratado de Versalhes), o país recebe o Mandato do Pacífico Sul, administrando várias ex-colônias alemãs como Palau, Ilhas Marshall e Micronésia.
Assim, em 1919, após o fim da 1ª Guerra Mundial (1918), Chuuk Lagoon passa a possessão do Império do Japonês como compensação de guerra e seria utilizado como base para a manutenção dos demais territórios do Pacífico sul.
   
Living Aboard Odyssey
2ª Guerra Mundial
No período logo após a 1ª guerra, o Império do Japão começa um plano de expansionismo para toda a região do Indo-Pacífico em resposta as perdas de território na Manchuria e Pacífico. O objetivo do Japão para o Pacífico, além de conseguir novos territórios era garantir um cinturão de bases que permitisse um bloqueio aeronaval que assegurasse um perímetro de proteção do território japonês.
A partir de 1936, o governo japonês começou um plano, com grandes subsídios governamentais, para incentivar a produção de grandes transportes e navios de alta velocidade, eles poderiam ser rapidamente convertidos para uso militar em tempos de conflito, o que realmente aconteceria e vários dos navios de Chuuk foram incorporados pela marinha imperial em 1941 com a aproximação do conflito.
 

 
Em 15 de novembro de 1939, a quarta Frota Combinada da Marinha Imperial Japonesa, formada de navios de combate e transporte, sob o comando do almirante Katagiri Eikichi chega a Chuuk.
Nos primeiros anos da guerra, mesmo antes do ataque a Pearl Harbor, o departamento japonês de engenharia instalou na ilha de Tonoas um centro de comunicações, com estação de radar. Nas ilhas de maior porte do atol foram construídas, estradas, cinco pistas de pouso, sendo a maior delas sobre o mar, bases de hidroavião, uma estação de lanchas torpedeiras e oficinas de reparo de submarinos.
Para proteger as instalações foram montadas, trincheiras, bunkers providos de dezenas de canhões e morteiros de defesa costeira. A guarnição para operá-los consistia de mais de 27.000 homens sob o comando do vice-almirante Masami Kobayashi.
Chuuk ficaria conhecida pelos aliados como a “Gibraltar do Pacífico” devido à sua estrutura natural e fortificações. Ela foi a maior base japonesa fora de seu território e é comparável em importância Pearl Harbor para os americanos.
 
   
Fotografia de reconhecimento da inteligência aérea americana
Instalações e baterias antiáereas japonesas
 
Em 26 de Julho de 1941, o presidente Roosevelt ordenou o congelamento dos bens japoneses nos Estados Unidos e estabeleceu um bloqueio naval, o que agrava a crise diplomática entre os dois países. Finalmente na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou, segundo os americanos de surpresa a base militar de Pearl Harbor na ilha de Oahu no Hawaii, iniciando a guerra entre os dois países.
Até final de 1943 uma parte significativa da frota japonesa, com porta-aviões, cruzadores, destróieres, petroleiros, cargueiros, rebocadores, caça-minas, submarinos entre outras embarcações de apoio a tropas, foi baseada em Chuuk, inclusive o Yamato (chefe da esquadra que atacou o Hawaii) e o Musashi, quando estavam incapazes de participar da batalha.
A presença de Chuuk era uma grande ameaça aos aliados, principalmente dos Estados Unidos, no cenário de guerra do Pacífico Sul.
No início de fevereiro de 1944 , depois da captura das Ilhas Marshall pelos americanos, a base ficou muito vulnerável e a inteligência japonesa preveniu o alto comando imperial da iminência de um ataque a Chuuk. Por isso, no dia 10 de fevereiro, os japoneses transferiram seus maiores navios de guerra, como os porta aviões, cruzadores e destróieres pesados para Palau.
 
Operação Hailstone
Na manhã de 15 de fevereiro de 1944 partiu das Ilhas Marshall a Força Tarefa Naval 58 da marinha dos Estados Unidos chefiada pelo Vice-Almirante Marc A. Mitscher. Capitaneada pelo porta-aviões da USS Intrepid, ela tinha mais quatro grandes navios aeródromos (Bunker Hill, Enterprise, Essex e Yorktown) e quatro leves (Belleau Wood, Cabot, Cowpens e Monterey), com mais de 500 aviões, que incluíam bombardeiros e torpedeiros. Além da frota de porta aviões, estavam sete navios armados (cruzadores, destróieres e submarinos) e outros de apoio.
Seu objetivo era executar a Operação Hailstone (Granizo), que consistia em um ataque surpresa contra a base naval Chuuk Lagoon, suas pistas de pouso, navios ancorados na laguna ou embarcações fugindo do ataque.
 
   
Nos dia 17 e 18 de fevereiro de 1944, partiriam dos porta aviões americanos durante o dia e a noite, aviões com cerca de 400 toneladas de bombas e torpedos. Cada uma das esquadrilhas tinha seus alvos prioritários definidos e identificados pelo serviço de inteligência que realizou dezenas de voos sobre Truk antes do ataque se iniciar, assim bombardeiros de mergulho e torpedeiros tinham destino certo.
Entre os mais importantes aviões estavam: o bombardeiro de mergulho SBD-3 Dauntless, o torpedeiro TBF Avenger, o caça F4U Corsair e o F6F Hellcat.
Embora prevenidos pela inteligência japonesa, as patrulhas aéreas não conseguiram detectar a aproximação da frota dos EUA e o primeiro ataque, ao amanhecer do dia 17, pegou os japoneses de surpresa.
O objetivo inicial era obter a supremacia aérea. Assim, os americanos direcionaram seu fogo aos aviões que estavam em solo. Em seguida seriam destruídas as pistas de pouso, para só então, atacar os navios na laguna.
Fora do atol, uma frota de navios e submarinos americanos patrulharia as possíveis rotas de fuga de Chuuk, para por no fundo os navios japoneses que conseguissem escapar do ataque aéreo.


Aviões americanos utilizados no ataque
 
   
 
Dauntless - Museu aéreo Honolulu, Hawaii
Hellcat Museu aéreo Honolulu, Hawaii
 
O ataque ocorreu como o esperado. Na madrugada do dia 17 de fevereiro de 1944 o céu caiu sobre os japoneses, que pouco puderam fazer para proteger a máquina de guerra do império japonês ou suas próprias vidas. As colunas de fumaça oriundas de Chuuk podiam ser vistas a milhas de distância, anunciando o sucesso da operação.
No saldo final do ataque, mais de 250 aviões entre caças e bombardeiros foram danificados ou destruídos, a maioria ainda no solo, diversos em estado de montagem. Os poucos aviões que foram capazes de decolar em resposta ao ataque, foram abatidos rapidamente pelos caças ou artilheiros dos bombardeiros e torpedeiros norte-americanos.
 
Como resultado da operação, foram afundados na laguna e fora dela doze navios de guerra, três cruzadores leves (Agano, Katori e Naka), quatro destróieres (Fumizuki, Maikaze, Oite e Tachikaze), três cruzadores auxiliares (Aikoku Maru, Akagi Maru e Kiyosumi Maru), dois apoios de submarinos (Heian Maru e Rio de Janeiro Maru) e outros três navios auxiliares menores (incluindo os caça submarinos CH-24 e Shonan Maru 15).
Foram postos a pique ou destruídos trinta e dois navios cargueiros japoneses, os MARU (navios mercantes), que hoje caracterizam os naufrágios de Chuuk, num total de mais de 220.000 toneladas. A principal frota de transporte da marinha imperial, vital para o abastecimento da frota japonesa e manutenção das ilhas ocupadas no Pacífico foi destruída.
 
Área de ancoragem para reparos
Os campos de pouso foram os primeiros alvos
 
O ataque ocorreu como o esperado. Na madrugada do dia 17 de fevereiro de 1944 o céu caiu sobre os japoneses, que pouco puderam fazer para proteger a máquina de guerra do império japonês ou suas próprias vidas. As colunas de fumaça oriundas de Chuuk podiam ser vistas a milhas de distância, anunciando o sucesso da operação.
No saldo final do ataque, mais de 250 aviões entre caças e bombardeiros foram danificados ou destruídos, a maioria ainda no solo, diversos em estado de montagem. Os poucos aviões que foram capazes de decolar em resposta ao ataque, foram abatidos rapidamente pelos caças ou artilheiros dos bombardeiros e torpedeiros norte-americanos.
Como resultado da operação, foram afundados na laguna e fora dela doze navios de guerra, três cruzadores leves (Agano, Katori e Naka), quatro destróieres (Fumizuki, Maikaze, Oite e Tachikaze), três cruzadores auxiliares (Aikoku Maru, Akagi Maru e Kiyosumi Maru), dois apoios de submarinos (Heian Maru e Rio de Janeiro Maru) e outros três navios auxiliares menores (incluindo os caça submarinos CH-24 e Shonan Maru 15).
 
Explosão do Aikoku Maru que destruiu metade do navio
O ataque ao destroier Oite
No centro da foto o San Francisco Maru
 
Foram postos a pique ou destruídos trinta e dois navios cargueiros japoneses, os MARU (navios mercantes), que hoje caracterizam os naufrágios de Chuuk, num total de mais de 220.000 toneladas. A principal frota de transporte da marinha imperial, vital para o abastecimento da frota japonesa e manutenção das ilhas ocupadas no Pacífico foi destruída.
Fora do Atol as consequências da operação Hailstone também foram terríveis para o Japão. No mesmo dia 17, um comboio que partira do atol tentando alcançar Yokosuka (Japão) foi interceptado a 40 milhas a noroeste de Chuuk (07°45'N e 151° 20'E) e os cruzadores Akagi Maru e Katori foram afundados a tiros pelos cruzadores Minneapolis, New Orleans e pelo encouraçado New Jersey.
O destróier Maikaze, juntamente com vários navios de apoio que tentavam fugir do ataque aéreo, foram afundados por navios; no Maikaze, todos pereceram a bordo. O cruzador Agano que já estava em rota para o Japão quando o ataque começou, foi afundado pelo submarino Skate dos EUA. O Oite resgatou seus 523 sobreviventes e voltou a Chuuk para auxiliar na defesa. Assim que chega ao atol é afundado por um bombardeiro de mergulho, matando todos a bordo.
 
O piloto Gregory Boyington, foi abatido e capturado em Rabaul (Papua-Nova Guiné), mantido em vários campos de trabalhos forçados, mas sobreviveu como prisioneiro em Chuuk sendo libertado depois da guerra.
O porta aviões Intrepid foi atacado a noite por uma aeronave torpedeira, provavelmente lançada de Rabaul ou Saipan (maior das Ilhas Marianas do Norte). Onze tripulantes morreram e a embarcação muito danificada foi obrigada a voltar para Pearl Harbor para reparos.
O encouraçado Iowa também foi danificado por bombas de uma aeronave japonesa, mas continuou em combate.
Após o ataque a Chuuk, os japoneses transferiram os últimos 100 de seus aviões de Rabaul para Chuuk, na tentativa de reestruturar a base. Dez semanas depois, em 29 e 30 de abril, um segundo ataque utilizando bombardeiros B24 e B29 lançaram 92 bombas sobre os aeródromos, destruindo o restante da aviação de Chuuk e afundando mais 8 cargueiros, o que provocou o colapso da infraestrutura da ilha.
Em junho de 1942 ocorreu a Batalha de Midway, considerada a virada da guerra do Pacífico, nela o Japão perdeu todos os quatro porta-aviões enviados ao combate, ficando reduzido a apenas 2 grande porta aviões. A perda de sua frota de transporte em Truck, deu fim as pretensões expansionistas japonesas e definiu a supremacia americana no mar.
 
   
O ataque com torpedos ao Amagisan Maru
O ataque ao Hokuyo Maru
 
O ataque havia sido arrasador. Poucos tripulantes a bordo dos navios afundados sobreviveu e pouco de suas respectivas cargas foi recuperada.
Os EUA perdeu apenas vinte e cinco aeronaves, a maioria, devido a intensa defesa antiaérea que havia sido instalada em Chuuk nos anos anteriores. Dezesseis tripulantes das aeronaves americanas foram resgatados por submarinos ou aviões anfíbios.
A partir de abril de 1944, os aviões de vigilância não encontraram mais nenhum navio de transporte em Chuuk Lagoon e cessaram os ataques.
Praticamente destruída, a base de Chuuk, não pode mais dar apoio as demais ilhas dominada pelos japoneses da região. Em Eniwetok (Ilhas Marshall), a guarnição japonesa sem reforço sofreu a invasão no dia 18 de fevereiro, sucumbindo logo depois. Com a principal base aérea e naval do Pacífico neutralizada as forças aliadas, principalmente os americanos, britânicos e australianos avançaram para o Japão, invadindo sistematicamente Guam, Saipan, Palau e Iwo Jima em seu caminho para o território Japonês. Sem Chuuk, as guarnições de ilhas menores e sem grande interesse militar da região, enfrentaram a fome até a rendição do Japão em agosto de 1945 depois da destruição atômica em Hiroshima e Nagashaki.
Por mais de dois anos depois da guerra, o óleo dos navios afundados cobriu as praias e recifes do atol de Chuuk.
 
 
Depois da reestruturação do Japão, já na década de 60, com o desenvolvimento do mergulho autônomo, muitos familiares dos japoneses mortos na ilha, viajavam a Chuuk para remover os restos mortais dos destroços e realizar as cerimônias fúnebres xintoístas.
Esse processo acabou desenvolvendo a atividade de mergulho na ilha. Alguns anos depois, já na década de 70, a retirada dos ossos foi proibida pelo governo da ilha, como forma de manter a fonte de recursos turístico, principal atividade econômica da ilha.
 

 
Pacific Gost Fleet - Guia dos naufrágios de Chuk Lagoon
Navios

Aikoku Maru
Akagi Maru
Amagisan Maru
Fugisan Maru
Fujikawa Maru
Fumitzuki Destroyer
Futagami
Gosei Maru
Hanakawa Maru
Heian Maru

Hino Maru
Hoki Maru
Hokuyo Maru
Hoyo Maru
I - 169 Submarino

Inner Isl supply vessel
Katsuragisan Maru
Kensho Maru
Kikukawa Maru
Kiyosumi Maru
Kotohira Maru
Lighter
Minsei Maru
Momokawa Maru
Nakajima B5N “Kate”
Nakajima B6N “Jill”
Nagano Maru
Naka
Nippo Maru
Oite

Ojima
Patrol Boat
Picket Boat
Patrol Boat Nº 34
Reiyo Maru
Rio de Janeiro Maru
San Francisco Maru
Sankisan Maru

Sapporo Maru
Seiko Maru
Shinkoku Maru

Shotan Maru
Sutsuki barco de patrulha
Tachi Maru
Tachikase

Taiho Maru
Tonam Maru
Torpedo Boat
Tugboat
Unkai Maru
Yamagiri Maru
Yubae Maru

Aviões

Zeke fighters
Judy Dive bomber
Betty Bomber G4M1
Emily Flying Bomb

Jill torpedo bombers

 
Principais áreas de ancoragem de Chuuk
 
Mapas segundo Daniel E. Bailey - World War II Wrecks of Truk Lagoon,
2000 North Valley Diver Publication
 

 
Mergulhando a Chuuk Lagoon
Micronésia 2017
 
Hawaii - primeira parada
Localizado no meio do pacífico este atol de coral e distante de qualquer capital de maior porte, o que significa que os voos são longos, passando obrigatoriamente por Guam, de onde o voo até Chuuk leva 1:30 hs. A rota do Brasil normalmente passa por Houston, pois a companhia aérea United/Continental é a empresa que mais opera as ilhas do Pacífico. Assim, o caminho mais usual parte do Brasil para Houston, Honolulu, Guam e finalmente Chuuk. A diferença de horário em relação ao Brasil é de 12 horas e muitos mergulhadores que fazem a viagem direta perdem os dois primeiros dias para ajustar o ritmo e descansar.
Por isso, resolvemos passar dois dias em Honolulu no Hawaii para descansar e ajustar o fuso horário. Funcionou muito bem e chegamos inteiros em chuuk.
Aproveitando que estávamos no Hawaii e já mergulhamos no clima da 2ª guerra com uma visita a base naval de Pearl Harbor, cujo ataque determinou a entrada dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial que por fim levou ao ataque da base de Chuuk Lagoon.
A visita é muito proveitosa, o centro de visitantes já é muito ilustrativo (Pearl Harbor historicl Sites). De lá partem os passeios de barco para o monumento do Arizona, afundado durante o ataque e onde pereceram muitos marinheiros americanos. De ônibus chega-se a uma das ilhas ao Missouri, encouraçado americano que participou de diversas guerras e é um dos maiores navios de guerra do mundo. Opte pela visita especial, a visita guiada da acesso a todo navio. As entradas podem ser compradas diretamente do Brasil e a visita é agendada com horário rigoroso.
Existem ainda um submarino americano, torpedos, mísseis e o museu aéreo, com muitos aviões militares do período da segunda guerra até os dias de hoje, muitos dos modelos que participaram do ataque ao atol de Chuuk Lagoon, em janeiro de 1944, estão representados.
 
 
Monumento do Arizona repousa sobre os destroços, na superfície existe parte da torre do canhão e o navio ainda vaza óleo.
 
O encouraçado Missouri é uma visita educativa para os mergulhadores de naufrágio, armas, corredores e sala de máquinas são imperdíveis.
Em Pearl Harbor ainda estão um Kaiten (submarino kamikase japonês) e alguns dos aviões mais importantes do período, como o caça zero.
 
  Chuuk Lagoon

Chuck é formado por ilhas pequenas e a infraestrutura das ilhas é muito precária. Praticamente não existe luz nas ruas durante a noite e não há nas ilhas um centro ou localidade para ser frequentado pelos turistas. Em terra são feitas apenas visitas guiadas.
Por se tratar de um atol de coral, a laguna circular de Chuuk apresenta águas claras, porém não cristalinas, na maior parte do tempo o mar é calmo e muito quente e a predominância é de pequenos organismos marinhos habitantes de recifes. A maioria dos naufrágios está distribuído entre os três grandes ancoradouros, próximos as ilhas e durante a viagem os barcos não se aproximam da borda do atol, restringindo-se as áreas em torno das sete ilhas principais.
Os mergulhadores podem escolher entre três opções para a estadia e mergulhos em Chuuk.

Resort Blue Lagoon


SS Thorfinn


Living Aboard Odyssey
 
 
Blue Lagoon resort

O resort Blue Lagoon apresenta bangalôs em um grande gramado a beira do mar, os quartos são confortáveis. O hotel apresenta praia, restaurante mas não possui outros atrativos.
A operação de mergulho e feita utilizando pequenas embarcações de madeira com motor de popa. Os barcos tem poucos recursos e uma escada improvisada para saída da água, acredito que com cilindros duplos a tarefa deva ser bem desagradável.
As lanchas deslocam-se aos pontos de mergulho e o intervalo de superfície é realizado e numa ilha onde existem algumas mesas cobertas e banheiros.
Utilizei um dos precários barcos da operadora para um passeio pelas instalações japonesas em algumas das ilhas, os motores quebraram duas vezes na travessia e ficamos a deriva durante alguns minutos. Péssima experiência. Também não recomendo o passeio turístico, você paga pelo tour, paga para entrar nas propriedades onde ficam as instalações e paga até para tirar fotos.
Das instalações que visitei, apenas a central de rádio que foi bombardeada tinha algum valor histórico. Existem baterias de canhões na floresta mas o guia me disse que não podem ser visitadas.
 
A operadora do resort Blue Lagoon utiliza pequenas embarcações de madeira com motores de popa para atingir os pontos de mergulho.
As embarcações oferecem pouco conforto e escadas adaptadas
As instalações bombardeadas abandonadas na floresta. Duas grossas lajes foram rompidas pelas bombas
 

 

SS Thorfinn

O SS Thorfinn é o mais antigo living aboard de Chuuk Lagoon. Trata-se de um antigo baleeiro remodelado para atender aos mergulhadores. Embora seja um navio, ele hoje não navega mais, permanecendo ancorado junto a uma das ilhas.
Para a operação de mergulho, dele partem embarcações menores e rápidas para os diveros pontos de mergulho.
O aspecto externo da embarcação é boa, mas não sabemos como são as installações internas.
Mais uma vez o mergulhador é obrigado a acomodar-se em pequenas lanchas e realizar diversos embarques, navegações e desembarques ao longo da semana de mergulho.
 
Odyssey

O Living Aboard Odyssey também opera em Chuuk a muitos anos, o navio de 36 metros foi reformado a alguns anos, depois que um tufão que o lançou sobre os recifes. O aspecto da embarcação é ótimo, com tudo muito novo, limpo e funcional, ele foi considerado um dos melhores living aboard do mundo.
As cabines, localizadas em dois conveses diferentes são muito confortáveis, com banheiro amplo e limpo e em nenhum momento foi pedido restrição do uso de água, comum em outras embarcações (embora seja sempre recomendável). No segundo convés existe uma sala de vídeo/loja e central de recarga de material eletro/eletrônico. Neste mesmo convés está a praça de mergulho.
No convés superior existe um soário, um amplo salão de refeições e estar, onde são feitos os briefings dos mergulhos. As refeições são fartas, variadas, deliciosas e ainda estão inclusos lanchinhos entre os mergulhos, com sushi e outras surpresas.
 
 
As instalações são muito confortáveis, limpas e funcionais
 

Operação de mergulho no Odyssey

A tripulação recebe os mergulhadores no aeroporto e o transporte é feito em um micro onibus até o resort Blue Lagoon, onde é feito o embarque. No desembarque, no último dia, recomendamos hospedar-se por um dia nas instalações do resort, até a hora do voo de volta, que costuma ser as 2:00 horas da manhã, esta estadia não está no pacote do Odyssey.
A facilidade para se mergulhar no Odyssey é sem duvida o ponto alto da viajem. O Odyssey ancora sobre o naufrágio escolhido,é apresentado um vídeo seguido de um brifing do capitão com algumas dicas e orientações. Na maioria dos mergulhos a embarcação fica parada sobre o naufrágio e é colocada uma boia de sinalização a poucos metros da plataforma de popa. Em Chuuk praticamente não existe correnteza e o deslocamento é muito fácil.
Os grupos de mergulho tem liberdade para fazer seu planejamento mas os guias estão sempre a disposição a orientar o mergulho se forem requisitados, mesmo guiados o grupo tem liberdade de decidir o que vai ser feito, dentro de limites "aceitáveis".
O próprio roteiro da semana é variável e se adapta ao grupo. Pedi ao capitão que fossem feitos dois naufrágios que não estavam na programação original e ele rapidamente ajustou a programação para nos atender, percebe-se a preocupação em satisfazer os objetivos de mergulho dos participantes.
No amplo convés de mergulho existe uma grande bancada para apoio do material fotográfico, com todas as facilidades necessárias. Os cilindros permanecem nas estações onde são recarregados, assim não há necessidade de carregar, montar e desmontar o equipamento todo dia. Diversas misturas de NITROX estão disponíveis e incluídas no pacote.

 
 

A praça de mergulho é confortável e o nitrox está disponível em todos os mergulhos
 

A plataforma de mergulho do Odyssey é um show aparte, escadas amplas e de fácil acesso, um passo já no nível da superfície e água. Debaixo da plataforma é baixado um trapézio a quatro metros, o que facilita as paradas descompressivas necessárias aos longos mergulhos que o local permite. Nele, existem reguladores, no caso de alguém precisar de uma suprimento de ar extra. No retorno a embarcação está o ponto alto do Odyssey, um elevador. Você se apoia, com as nadadeira em uma plataforma a dois metros de profundidade e como por mágica é erguido até a superfície, fácil, seguro e relaxante.
Para ser muito sincero, no primeiro mergulho utilizei a escada, mesmo com cilindro duplo, mas depois que experimentei no segundo mergulho, só usei elevador... afinal eu mereço, deixe o preconceito de lado e experimente, deveria ser obrigatório em qualquer barco de mergulho. Para encerrar, um belo chuveiro, toalhas e lanchinhos. Demais.
Esse descanso extra auxilia a evitar o cansaço de 5 dias com até 5 mergulhos por dia, afinal ainda existe a viajem de volta.
Durante toda a operação está presente uma embarcação de apoio muito bem estruturada, mas ela só foi utilizada no embarque e desembarque do Odyssey, tudo foi muito fácil. Quanto aos mergulhos essa é outro história feliz, mas vamos contar naufrágio a naufrágio.

     
O elevador é um dos pontos altos da operação no Odyssey. De resto é curtir a viagem e aproveitar cada um dos fantásticos naufrágios de Chuuk Lagoon
   
Chuuk Lagoon um dos maiores destinos de naufrágio do planeta